Obama prorroga por um ano embargo comercial a Cuba

Presidente americano diz que restrições permanecem de acordo com interesses de Washington

BBC Brasil, BBC

14 de setembro de 2009 | 17h18

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prorrogou por um ano o embargo comercial imposto a Cuba. O bloqueio americano foi adotado em 1962 e tem sido renovado anualmente desde então. A aprovação da continuidade do embargo foi assinada na sexta-feira, mas divulgada pela Casa Branca por meio de um comunicado apenas nesta segunda-feira, 14.

 

Veja também:

linkEstados Unidos eliminam restrições a viagens familiares a Cuba

Na nota, Obama afirmou que a manutenção das restrições está de acordo com os interesses dos Estados Unidos. Desde que assumiu a Presidência, Obama já amenizou as restrições de viagens impostas aos cubano-americanos e também relaxou as normas para envio de remessas à ilha.

O presidente indicou ainda que está aberto ao diálogo com os líderes cubanos. Mas acrescentou que, como os presidentes americanos anteriores, ele apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o governo comunista de Cuba tomar medidas como a realização de eleições democráticas.

Expectativa

Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, a decisão de Obama pode ter repercussões negativas entre os cubanos. "Obama falou de um novo começo para as relações entre os dois países e tomou medidas nessa direção. Mas na questão do embargo, o sentimento geral é que não se produziram mudanças substanciais apesar das enormes expectativas sobre sua Presidência", disse Voss.

O correspondente afirmou ainda que nos últimos 17 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou contra o embargo e apenas Israel apoia a política americana. Todos os países latino-americanos já se pronunciaram a favor da suspensão do embargo.

 

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
estados unidoscubaembargocomercial

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.