Obama quer congelar gastos não ligados à segurança

Mais de um ano após a crise econômica mais grave dos últimos 70 anos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve priorizar os problemas domésticos norte-americanos no seu primeiro discurso do Estado da União, considerado o mais simbólico pronunciamento presidencial, por determinar as diretrizes do governo para os 12 meses seguintes.

AE, Agencia Estado

27 de janeiro de 2010 | 10h32

De acordo com antecipações do teor do discurso, previsto para hoje à noite no Congresso, Obama deverá anunciar o congelamento, pelos próximos três anos, dos gastos governamentais que não sejam relacionados com a área de segurança e de ajuda internacional.

O objetivo, segundo analistas, é conter as críticas ao governo, que lançou um amplo programa de estímulo da economia, o qual contribuiu para elevar o déficit para mais de US$ 1 trilhão. Ao mesmo tempo, Obama deverá se comprometer, mais uma vez, com a criação de empregos. Atualmente, a taxa de desemprego está em 10% e se tornou um dos mais graves problemas domésticos. O presidente tem sido criticado pelos gastos e tachado de populista. O desemprego elevado também provoca insatisfação, apesar de a economia aos poucos se reaquecer.

O crescimento no déficit afetou sua popularidade e pode causar uma grave derrota nas eleições parlamentares deste ano. Em janeiro, os democratas perderam para os republicanos a cadeira no Senado no Estado de Massachusetts, que estava nas mãos do partido há décadas. Nos anos 90, o ex-presidente Bill Clinton enfrentou o mesmo problema, quando viu a oposição conquistar a maioria no Congresso.

Segundo funcionários da Casa Branca, o congelamento dos gastos para agências não relacionadas ao Exército, segurança e programas de ajuda internacional, ficará em cerca de US$ 447 bilhões para cada um dos próximos três anos do mandato de Obama, afetando diretamente iniciativas ligadas à educação e ao meio ambiente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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