Obama quer Estado palestino nas Nações Unidas em 2011

Presidente dedica seu discurso ao processo de paz e pede manutenção de moratória da expansão de colônias na Cisjordânia

Gustavo Chacra CORRESPONDENTE / NOVA YORK, Denise Chrispim Marin ENVIADA ESPECIAL / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

NOVA YORK

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu a manutenção do congelamento de novas construções nos assentamentos israelenses na Cisjordânia e disse sonhar com um Estado palestino na próxima Assembleia-Geral, em 2011. O líder americano também afirmou que os EUA e a comunidade internacional estão dispostos a resolver suas diferenças com o Irã.

Segundo o presidente, "as portas da diplomacia continuam abertas caso Teerã queira atravessá-las". "O governo iraniano, porém, precisa demonstrar, de uma forma crível e clara para o mundo, as intenções pacíficas de seu programa nuclear", acrescentou o presidente americano em discurso de 32 minutos.

Processo de paz. Além de estender a mão ao Irã, o presidente americano dedicou a maior parte de seu discurso para falar sobre as negociações entre israelenses e palestinos, dando pouco espaço para o Iraque e o Afeganistão.

Ao comentar o fim do congelamento dos assentamentos, previsto para domingo, Obama afirmou que a posição americana é conhecida. "Nós achamos que a moratória deve ser prorrogada."

Israel, no entanto, já indicou que as construções devem ser retomadas, contrariando os esforços americanos. Se isso ocorrer, os palestinos ameaçam se retirar das negociações de paz.

PARA LEMBRAR

A questão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é fundamental para o sucesso do diálogo entre Israel e a Autoridade Palestina, retomado recentemente com mediação dos Estados Unidos. Os palestinos ameaçam deixar as negociações de paz caso Israel não prorrogue a moratória nos assentamentos, que já dura dez meses e se encerra no domingo. Contudo, o premiê israelense, Binyamin "Bibi" Netanyahu, pressionado por sua coalizão, dá sinais de que as obras serão retomadas.

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