Obama quer saber 'que traseiro chutar' por óleo no Golfo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elevou hoje o tom das críticas por causa do vazamento de óleo que ocorre no Golfo do México. Em uma entrevista que deve ir ao ar hoje, concedida à emissora NBC, Obama atendeu aos que consideravam que suas críticas até o momento não haviam sido incisivas o suficiente. Ele disse que conversou com pescadores e especialistas não por razões acadêmicas, mas "para saber que traseiro chutar" no caso. Enquanto isso, funcionários norte-americanos advertiram que ambiente da área afetada pode levar anos para se recuperar do pior vazamento do tipo da história do país.

AE, Agência Estado

08 de junho de 2010 | 10h44

O presidente viajou três vezes para a região atingida, desde a explosão de uma plataforma petrolífera em 20 de abril iniciar o vazamento. Alguns críticos reclamam da demora do líder para agir no caso. Porém Obama insistiu que, em sua visita de um mês atrás à área, ele advertiu sobre o potencial que a crise poderia ter, segundo trechos divulgados da entrevista.

"Eu não fico por aí apenas falando com especialistas porque isso é um seminário de faculdade. Nós falamos com essas pessoas porque eles têm potencialmente a melhor resposta para eu saber que traseiro chutar", afirmou Obama.

A companhia BP PLC aumentou a quantidade de petróleo que consegue capturar do vazamento no Golfo do México, graças a uma estrutura para conter o problema. A administração norte-americana, no entanto, pressiona a gigante britânica a ampliar os pagamentos de compensações aos moradores afetados pelo vazamento.

"O que está claro é que o impacto econômico deste desastre será substancial, e está continuando e avançando", afirmou Obama ontem após um encontro com graduados funcionários.

O almirante da Guarda Costeira Thad Allen previu, também ontem, que o trabalho para conter a mancha de óleo deve levar dois meses. "Questões de longo prazo de restauração de ambientes e hábitats levarão anos", acrescentou Allen. As informações são da Dow Jones.

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