Obama quer US$ 100 mi para fechar Guantánamo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer US$ 100 milhões do orçamento para fechar a prisão da baía de Guantánamo, em Cuba, depois de os democratas da Câmara terem recusado um pedido semelhante num projeto de lei para os gastos com as guerras no Afeganistão e no Iraque para o restante de 2009. O presidente havia incluído um pedido de US$ 80 milhões para o fechamento da prisão num projeto de US$ 83,4 bilhões para os gastos de guerra apresentado ao Congresso no mês passado. O valor revisado de US$ 100 milhões foi incluído no orçamento de US$ 3,6 trilhões de Obama para o ano fiscal de 2010.

AE, Agencia Estado

07 de maio de 2009 | 13h19

O pedido é pequeno se comparado ao custo total das guerras ou do orçamento de US$ 3,6 trilhões. Ainda assim, o pedido inicial provocou uma forte reação de legisladores que não aceitam a ideia de levar detentos de Guantánamo para o território norte-americano. O presidente do Comitê de Apropriações, David Obey, divulgou, na semana passada, sua versão do projeto de lei para fundos de guerra, do qual não faz parte os recursos para o fechamento de Guantánamo. Obey disse estar relutante em estabelecer a verba até que o presidente detalhe suas propostas sobre o que fazer com os prisioneiros do local.

O Senado não divulgou detalhes de seu projeto de lei para fundos de guerra, embora não se espere que vá incluir dinheiro para Guantánamo. No início desta semana, o líder da maioria democrata, senador Harry Reid, disse que também prefere saber dos detalhes da política do presidente antes de apoiar a liberação de fundos para o fechamento da prisão.

Em janeiro, Obama prometeu fechar a prisão no prazo de um ano, alterando uma das políticas mais impopulares do ex-presidente George W. Bush. O anúncio recebeu grande aprovação nos Estados Unidos e em todo o mundo. Mas os aplausos cessaram quando o problema passou a ser o que fazer com as pessoas que estão em Guantánamo. O pedido para a liberação de fundos para o ano fiscal de 2010 não deve resultar em tantas críticas porque dará ao presidente cerca de seis meses para esclarecer qual será sua política para os detentos. As informações são da Dow Jones.

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