Obama reafirma à BBC fronteiras de 67 como base para paz no Oriente Médio

Presidente americano diz que é preciso 'haver trocas para acomodar os interesses' de israelenses e palestinos.

BBC Brasil, BBC

19 de maio de 2011 | 19h39

Em entrevista à BBC logo após seu discurso sobre a política americana para o Oriente Médio, o presidente dos EUA, Barack Obama, reafirmou que as fronteiras de 1967 devem ser a base para negociações sobre um futuro Estado palestino.

"A base para negociações irá implicar olhar para aquela fronteira de 1967, reconhecendo que as condições mudaram e que é preciso haver trocas para acomodar os interesses de ambos os lados", disse Obama em entrevista ao jornalista Andrew Marr que irá ao ar neste domingo.

O presidente já havia feito a afirmação em seu discurso, proferido pouco antes no Departamento de Estado, em Washington.

Segundo Obama, essa posição é óbvia para aqueles que acompanharam a história do conflito entre israelenses e palestinos.

Logo após o pronunciamento, o primeiro-ministro de Israel divulgou uma nota em que afirma que a proposta sobre as fronteiras antes da Guerra dos Seis Dias, de 1967, é "indefensável". Israel construiu vários assentamentos na região reivindicada pelos palestinos.

Segurança

O presidente americano disse, por outro lado, que Israel não vai "avançar" nas negociações a não ser que o país sinta que está seguro contra ataques vindos da Faixa de Gaza e do Hezbollah, no Líbano.

Ele também reconheceu que o futuro status de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos são temas que ainda precisam ser discutidos.

"Nosso argumento é: vamos começar com uma conversa sobre território e sobre segurança", disse.

"Se fizermos progresso sobre como os dois Estados serão ,e os lados (envolvidos) veem que é assim que vai terminar, então fica fácil para ambos fazer concessões difíceis que resolvam as outras duas questões."BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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