Obama reafirma retirada em 2011

Em reunião com premiê iraquiano, presidente elogia avanço realizado

AP, AFP, EFE E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, garantiu ontem que, apesar da contínua violência no Iraque, todas as forças de segurança americanas seguirão o cronograma de retirada e deixarão o país até 2011. Durante reunião em Washington com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, Obama ressaltou os avanços de Bagdá, afirmando que o governo do país assume cada vez mais responsabilidades."Estamos muito animados com o progresso alcançado", disse Obama. No entanto, ele ressaltou que o Iraque ainda não está totalmente fora de perigo e alguns militantes continuam matando inocentes e realizando ataques. O presidente americano negou que Washington tenha interesse em manter bases militares no Iraque e afirmou que os EUA não farão nenhuma reivindicação de recursos de petróleo ou de território iraquiano.A viagem de Maliki aos EUA ocorre três semanas depois de os soldados americanos terem se retirado das cidades do Iraque. Com a visita, o premiê busca reafirmar a soberania iraquiana e incentivar o investimento estrangeiro no país. Maliki também usará o tempo nos EUA para pedir o fim das sanções impostas pela ONU, que obrigam o Iraque a pagar 5% da renda que obtém com a venda de petróleo como reparação pela Guerra do Golfo.Obama afirmou que apoia o fim das sanções, mas Maliki ainda terá de convencer os outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Rússia, China, França e Grã-Bretanha."Prometemos cooperar com o Iraque para livrar o país das sanções que lhe foram impostas após a Guerra do Golfo", declarou Obama, em entrevista coletiva na Casa Branca, ao lado de Maliki. "Já disse que continuar a prejudicar o Iraque por causa dos pecados cometidos por um ditador derrubado é um erro."Maliki, por sua vez, reiterou seu compromisso com o desenvolvimento de instituições sólidas no Iraque e com uma verdadeira divisão de poder entre sunitas, xiitas e curdos. "O Iraque é agora uma democracia, e não mais uma ditadura", disse Maliki. "Trabalharemos duro para impedir que surja qualquer comportamento sectário no país."

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