Obama reavalia com sua equipe estratégia para combater o Estado Islâmico

Após tomada da cidade de Ramadi por jihadistas, Casa Branca estuda treinar e equipar combatentes tribais sunitas

O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2015 | 21h49

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sob crescente pressão após um revés na guerra contra o Estado Islâmico no Iraque, está avaliando mudanças em sua estratégia, incluindo a aceleração do treinamento e o envio de equipamentos para combatentes tribais sunitas, disseram membros do governo.

Obama se reuniu nesta terça-feira com alguns de seus principais assessores de segurança, após uma derrota humilhante das forças de segurança iraquianas na cidade de Ramadi. Os extremistas sunitas do Estado Islâmico tomaram a capital da Província de Anbar no fim de semana.

Membros do governo dos EUA inicialmente reduziram a importância da perda de Ramadi, que fica 110 quilômetros a noroeste de Bagdá. Mas a batalha expôs a fraqueza dos militares iraquianos e levou a Casa Branca a admitir que houve um revés.

O governo dos EUA endossou o plano de Bagdá para acelerar o treinamento e o fornecimento de equipamento para combatentes tribais sunitas, além de expandir o recrutamento de militares no país e de treinar a polícia local. Washington defende uma guarda nacional dominada por sunitas sob o controle do governo iraquiano, mas a proposta não avança, pois parlamentares xiitas temem armar uma força sunita que poderia gerar violência sectária.

Até agora, a missão dos EUA treinou 7 mil combatentes iraquianos, mas não está claro o papel dessas forças no campo de batalha. Mas fontes oficiais disseram que não estão sendo previstas mudanças radicais na estratégia de combate ao Estado Islâmico. / Dow Jones Newswires

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