Obama recebe críticas por não punir acusados de tortura

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de não punir os agentes da CIA (agência central de inteligência americana) que usaram métodos de interrogação questionáveis viola a lei internacional, disse hoje o relator da Organização das Nações Unidas (ONU) contra tortura, Manfred Nowak.

AE-AP, Agencia Estado

18 de abril de 2009 | 15h43

Na última quinta-feira, Obama absolveu os oficiais acusados de utilizarem técnicas violentas de interrogação dos suspeitos de terrorismo durante a administração do ex-presidente George W. Bush. O anúncio desapontou os grupos de direitos humanos e ex-prisioneiros que condenam os métodos de tortura dos agentes americanos.

O governo norte-americano também divulgou relatórios secretos da CIA que detalhava as táticas de interrogatório, sancionadas pela administração Bush. Os documentos autorizavam que os prisioneiros fossem mantidos nus, em más condições e em celas frias por longos períodos de tempo. Também era permitido bater nos presos e ainda deixar de alimentá-los. Os agentes também eram autorizados a fazer ameaças aos familiares dos prisioneiros.

Em rápida entrevista, por telefone, à Associated Press, o representante da ONU e professor austríaco Nowak disse que os Estados Unidos são signatários da Convenção das Nações Unidas contra Tortura, que classifica esta prática um crime e que prevê a punição daqueles que praticarem tortura. Nowak pediu a realização de uma investigação independente sobre o assunto e lembrou ainda que as vítimas precisam ser compensadas.

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