Drew Angerer/NYT
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Obama recebe Netanyahu após propor um novo Estado palestino

Presidente dos EUA procura dar um novo impulso ao processo de paz entre israelenses e palestinos

estadão.com.br,

20 de maio de 2011 | 04h03

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá nesta sexta-feira, 20, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um dia após propor - e ter sua ideia rejeitada - um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967.

 

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Trata-se do primeiro encontro bilateral entre os dois líderes em um ano, e a terceira visita de Netanyahu à Casa Branca desde que Obama chegou ao poder.

 

Nesta ocasião, a reunião será realizada em uma semana em que o líder americano se encontra totalmente dedicado à política para o Oriente Médio, à luz dos processos de transição nos países árabes, e procura dar um novo impulso ao processo de paz entre israelenses e palestinos.

 

Em discurso no Departamento de Estado na quinta-feira, Obama considerou que o Estado palestino deverá ter como base as fronteiras de 1967, antes da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel ficou com o controle da península do Sinai, a Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas do Golã.

 

 

De acordo com o correspondente do estadão.com.br em Nova York, Gustavo Chacra, Netanyahu teria ligado para a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, antes do discurso, pedindo que Obama retirasse a menção a 1967, mas o presidente não aceitou.

 

Antes de seguir para Washington, onde participará da conferência anual do Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac, na sigla em inglês) e discursará no Congresso americano, Netanyahu assegurou que a proposta de Obama é "impraticável".

 

Em seu discurso, Obama também advertiu os palestinos de que a planejada votação a favor de um Estado palestino na ONU em setembro será só "simbólica" e não servirá para estabelecer o país independente almejado.

 

Com Efe

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