Obama receberá Nobel da Paz em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não estará livre das cobranças de ambientalistas amanhã, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, na Noruega. Ativistas do Greenpeace escreveram a mensagem "Obama: nosso clima, sua decisão" com letras enormes em uma superfície de tecido com 150 metros por 50 metros, esticada em um campo próximo ao aeroporto Gardermoen, em Oslo.

AE-AP, Agencia Estado

09 de dezembro de 2009 | 15h44

"Essa é a nossa mensagem e queremos enviá-la para o próprio presidente", disse a porta-voz do Greenpeace, Bente Myhre Haast. Ele espera que a mensagem esteja visível no trajeto do voo de Obama, que participará da convenção climática de Copenhague só na próxima semana.

Perto do Grand Hotel, em Oslo, onde Obama ficará hospedado, ativistas pintaram em spray mensagens similares na calçada. "Você ganhou (o prêmio Nobel da Paz), agora o mereça" e "Mude a política, salve o clima", são algumas das cobranças.

O comitê norueguês responsável pelo Prêmio Nobel da Paz disse que escolheu Obama por, entre outras conquistas, colocar os Estados Unidos na luta contra o aquecimento global e por apoiar a diplomacia multilateral. No entanto, o Greenpeace e outros grupos ambientalistas questionam a decisão, afirmando que Obama não fez o suficiente para combater as mudanças climáticas.

Protestos contra a guerra

Ativistas antiguerra também argumentam que a decisão de Obama de aumentar as tropas no Afeganistão em 30 mil soldados representa uma gozação com o fato de dar ao presidente o prêmio cujo mandato inclui honrar aqueles que trabalham pela "abolição ou redução dos exércitos em atuação".

Faz 10 anos desde que um presidente dos EUA visitou a Noruega. Ativistas noruegueses contra a guerra e as mudanças climáticas afirmam que planejam usar a rara ocasião para assegurar que o presidente os escutará.

No fronte antiguerra, Benjamin Endre Larsen, líder da Iniciativa pela Paz da Noruega e organizador de protestos, estima que cerca de 5 mil pessoas aparecerão amanhã para mostrar sua discordância da estratégia de Obama no Afeganistão e no Iraque.

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