Obama recorda infância em visita à Indonésia

Obama recorda infância em visita à Indonésia

Presidente dos EUA morou quatro anos em Jacarta, quando sua mãe se casou com indonésio

SUNANDA CREAGH, REUTERS

09 de novembro de 2010 | 15h39

Mais de 40 anos se passaram desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, veio à Indonésia pela primeira vez, mas as lembranças de sua infância vieram à tona durante uma visita de Estado a Jacarta nesta terça-feira, 9.

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Obama recebeu as boas-vindas afetuosas de muitos moradores locais depois de ter vivido quatro anos em Jacarta na infância, quando a mãe dele se casou com um indonésio. Ao ser perguntado sobre como era estar de volta, porém, ele afirmou que as coisas tinham mudado bastante.

"Quando vim pela primeira vez era 1967. As pessoas andavam de becaks que, para quem não conhece, é um riquixá-bicicleta", disse ele, descrevendo o veículo agora visto raramente pelas ruas de Jacarta, lotadas com veículos utilitários esportivos e sedãs da Toyota.

"Se elas não estavam nos becaks, estavam nos bemos, que eram um tipo de táxi pequeno, onde você se sentava atrás e era muito lotado", disse Obama, animado e fazendo gestos, arrancando um sorriso do presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

"Meu entendimento é de que o tráfego (agora) em Jacarta é bem pesado", afirmou ele, antes de admitir que não tinha andado pelas ruas antes de agora, como presidente, quando as ruas foram esvaziadas para que ele passasse.

A carreata de Obama enfrentou uma chuva tropical e trafegou rapidamente pelas ruas que apresentavam uma calmaria incomum, numa cidade onde o tráfego pesado e as inundações podem exigir períodos de até quatro horas no trânsito.

O caos no trânsito levou Yudhoyono a sugerir a mudança da capital. A inadequação da infraestrutura é percebida tanto como um impedimento para o investimento direto dos EUA como uma oportunidade para investidores como os chineses e os fundos de investimento.

Numa entrevista coletiva, Obama falou algumas palavras em indonésio e continuou a conversa com Yudhoyono, acompanhado pela mulher Michelle (na primeira visita dela ao país), em um jantar, onde experimentou seus pratos preferidos na infância: nasi goreng, bakso e rambutan.

Em um discurso após o jantar que arrancou aplausos calorosos, ele descreveu como sua mãe, uma antropóloga, viajava de vilarejo em vilarejo de moto, e disse estar "profundamente emocionado" com a medalha que ganhou em nome de sua mãe pelo trabalho que ela fez no país.

"Eu nunca poderia imaginar que um dia eu seria homenageado aqui, muito menos como presidente dos Estados Unidos. Eu nunca achei que entraria neste prédio", afirmou ele, lembrando de sua vida de garoto.

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