Obama: referendo na Crimeia não será reconhecido

A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama enfatizou ao presidente russo, Vladmir Putin, que o referendo na Crimeia, o qual viola a constituição da Ucrânia e aconteceu sob coação militar russa, nunca será reconhecido pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional. A afirmação foi feita durante a conversa que ambos presidentes tiveram ao telefone depois da conclusão do referendo na Crimeia.

Agência Estado

16 de março de 2014 | 20h13

Obama disse que as ações da Rússia violaram a soberania da Ucrânia e sua integridade territorial e que, em coordenação com seus parceiros europeus, "estamos preparados para impor custos adicionais à Rússia" por isso.

Obama falou a Putin que o caminho está aberto para resolver a crise diplomaticamente, de modo que os interesses da Rússia e do povo da Ucrânia sejam atendidos. O presidente norte-americano também notou que o governo da Ucrânia continua a tomar medidas concretas que permitirão uma desaceleração da crise, especialmente porque prepara eleições para esta primavera e está dando andamento a uma reforma da constituição.

Obama pediu ainda a Rússia que apoie a chegada de monitores internacionais para ajudar a evitar atos de violência por qualquer grupo. O presidente norte-americano reiterou que a solução diplomática não pode ser atingida enquanto as forças militares da Rússia prosseguirem com sua incursão no território Ucraniano e que exercícios militares russos de larga escala na fronteira da Ucrânia apenas exacerbam a tensão.

A Casa Branca informou ainda que o presidente Obama disse que o secretário de Estado, John Kerry, continua preparado para trabalhar junto do ministro das Relações Exteriores da Rússia e com o governo ucraniano para encontrar uma solução diplomática para a crise. Fonte: Dow Jones Newswire.

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