Obama reforça apoio a Geithner em entrevista ao 60 Minutes

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que não aceitaria um pedido de demissão do secretário do Tesouro, Timothy Geithner. A declaração foi feita durante entrevista ao programa de televisão "60 Minutes", que será transmitida neste domingo (22).

AE-DJ, Agencia Estado

21 de março de 2009 | 19h51

Obama afirmou que se Geithner pedisse para deixar o cargo, ele diria "sinto muito, você ainda tem trabalho". O presidente americano disse que nem ele e nem Geithner cogitaram tal mudança e que ainda leva tempo para saber se o plano para acabar com a crise financeira está correto.

Ele reforçou que precisará de tempo para avaliar se o governo adotou medidas corretas, mas sabe que ainda será alvo de críticas. "O que está tomando tanto tempo? Você está no governo há 40 dias e ainda não solucionou a maior crise financeira desde a grande depressão", disse ele em trecho da entrevista, concedido pelo canal CBS.

Desde o início da recessão norte-americana, em dezembro de 2007, o país perdeu 4,4 milhões de empregos e metade destas baixas ocorreu nos últimos três meses. As companhias continuam demitindo trabalhadores e espera-se que a taxa de desemprego que atingiu 8,1%, sendo a maior dos últimos 25 anos, deve crescer ainda mais.

A entrevista de Obama será transmitida antes do anúncio do Departamento do Tesouro, esperado para esta semana, sobre novo plano para livrar o sistema financeiro dos ativos tóxicos, que deverá depender da participação de investidores privados. No mercado, os investidores receiam fazer negócios com o governo por temor de que as regras sejam mudadas depois que eles concordem em participar do plano.

Obama reconheceu "a necessidade de apoio de Wall Street para o plano que será revelado na próxima semana", mas também pediu que os investidores entendam a frustração dos americanos que estão fora de Wall Street, segundo resumo com principais trechos da entrevista.

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