Obama: reforma da saúde é 'absolutamente essencial'

Na abertura da reunião bipartidária para discutir uma legislação ampla para o setor de saúde, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse aos principais congressistas democratas e republicanos que uma reforma do setor é "absolutamente essencial" para tornar a assistência médica mais acessível e reduzir o déficit federal. "Esta é uma questão que afeta a todos", observou Obama no início da reunião. "Todos entendem que o problema não está melhorando, está ficando pior."

AE, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 13h34

Quatro temas devem ser debatidos na reunião: o controle dos custos da saúde, a reforma do mercado de seguros, a redução do déficit e a expansão da cobertura de seguro. O presidente pediu aos congressistas para que busquem áreas de comum acordo, em vez de simplesmente se concentrarem nas diferenças.

Obama vai usar a reunião para pressionar por uma legislação ampla para o setor de saúde. No entanto, se a reunião fracassar em conquistar apoio suficiente, a Casa Branca prepara um plano mais modesto, como informa o "Wall Street Journal".

Autoridades alertaram de que nenhuma decisão foi tomada, mas disseram que o esboço de um plano menor está pronto para o caso do plano maior fracassar. De acordo com pessoas próximas ao assunto, a abordagem alternativa concederia seguro-saúde para cerca de 15 milhões de norte-americanos, aproximadamente metade da quantidade prevista no projeto mais amplo.

Isso seria feito por meio da exigência de que as seguradoras permitam que pessoas com até 26 anos de idade sejam mantidas nos planos de saúde de seus pais. Além disso, haveria uma modesta expansão de dois programas de saúde conjuntos entre os governos federal e estaduais, o "Medicaid" e o "Children''s Health Insurance Program", segundo uma fonte.

Custo

O custo para o governo federal seria cerca de um quarto do valor previsto pela reforma mais ampla, que a Casa Branca estimou em US$ 950 bilhões durante 10 anos. Os democratas liberais ficariam especialmente desanimados com qualquer recuo nas ambições. Mas os democratas mais conservadores, nervosos com as eleições deste ano, podem ficar mais confortáveis com o projeto mas modesto.

Os republicanos, por sua vez, já vinham argumentando que medidas mais modestas seriam melhores. "Espero que possamos convencer o presidente de que nós devemos voltar ao começo e ir passo a passo", afirmou o senador John McCain, republicano do Arizona.

A Casa Branca prometeu publicar sua versão para reformar a legislação até domingo. Dada a oposição republicana no Senado e a perda da maioria folgada de 60 assentos dos democratas, será preciso que a Câmara aprove o projeto de saúde que já passou pelo Senado e que as duas Casas façam ajustes ao projeto usando uma ação parlamentar chamada reconciliação, que exige apenas 51 votos do Senado. As informações são da Dow Jones.

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