Obama responde às ameaças de retaliação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a proposta para que a Síria entregue o seu arsenal de armas químicas representa um "avanço potencialmente positivo", que poderia ajudar a evitar que os Estados Unidos promovessem uma intervenção militar na Síria. O líder norte-americano ainda respondeu às ameaças de retaliação acaso vá em frente com a decisão de intervir militarmente na Síria.

AE, Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 21h22

A proposta ganhou força depois que a Rússia, aliada go governo síria, pediu ao presidente do país Bashar Assad que entregasse o arsenal. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, ofereceu ajuda para supervisionar a destruição das armas químicas sírias.

Ele declarou-se "cético" em relação à possibilidade de o governo sírio realmente entregar seu arsenal, mas afirmou preferir uma solução diplomática a uma ação militar contra Damasco.

Os comentários foram feitos à NBC e levados ao ar no início da noite de hoje em meio a uma série de entrevistas concedidas a diversas emissoras norte-americanas de televisão.

Já à CNN, Obama disse que não quer manobras diversionistas e que, em caso de ataque, preferiria cumprir o objetivo de promover uma ação limitada contra a Síria. Ainda segundo ele, o exército sírio não possui meios críveis de representar uma ameaça aos EUA.

Sobre o trâmite no Congresso de uma resolução sobre uma ação militar contra a Síria, Obama mostrou-se receoso. "Não diria que estou confiante" na aprovação do ataque, comentou.

Obama disse também que ainda não decidiu o que fará se o Congresso não aprovar a resolução e assegurou que leva "muito a sério" a posição dos congressistas e a opinião dos norte-americanos sobre a possibilidade de um ataque à Síria.

O presidente respondeu às ameaças de retaliação caso os Estados Unidos promovam um ataque contra o regime Assad. O próprio presidente sírio afirmou em uma entrevista à Charlie Rose da PBS que os norte-americanos devem esperar represálias. Obama afirmou à CNN que o regime de Assad não representa uma ameaça credível aos EUA.

"Assad não tem muita capacidade. Ele tem capacidade em relação a sua oposição que ainda está se organizando e que não é composta por lutadores profissionais treinados", disse Obama. Além disso, ele disse que os aliados de Assad, como o Irã e

o Hezbollah, poderiam atacar embaixadas americanas no exterior, mas afirmou que o país já sabia lidar com este tipo de ameaça.

De acordo com Obama, o objetivo de levar a votação para a intervenção na Síria adiante tem como objetivo garantir que as armas químicas não serão utilizadas novamente pelo governo sírio. "Se pudermos alcançar este objetivo sem intervenção militar e de maneira diplomática, seria melhor" disse Obama, revelando sua preferência por uma negociação diplomática.

"Se existem maneiras de resolvermos a situação de modo que as armas químicas não sejam utilizadas em solo sírio, estaremos satisfeitos", afirmou Obama à PBS NewsHour. "Vamos prosseguir neste caminho diplomático. Esperamos que isso possa ser resolvido de uma forma diplomática, sem ação militar", completou.

O líder da maioria democrata no Senado dos EUA, Harry Reid,optou por adiar a votação sobre a resolução que autorizaria a intervenção na Síria.

"A discussão internacional continua em relação ao assunto na Síria", disse Reid no plenário do Senado. "Eu não acho que nós precisamos ver o quão rápido podemos fazer isso. Temos que ver como podemos desenvolver a intervenção", completou. Reid adiou a votação para ouvir a proposta russa sobre o controle internacional das armas químicas da Síria.

Pesquisas divulgadas hoje revelaram que a maioria dos norte-americanos é contra o envolvimento direto do país na guerra civil síria. Fonte: Associated Press, Dow Jones Newswires e Market News International.

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