Obama retira indicação de Susan Rice para chefiar diplomacia

Para substituir Hillary Clinton, presidente terá de encontrar um nome de consenso, que seja aprovado pelo Senado

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h02

O presidente dos EUA, Barack Obama, desistiu ontem da indicação de Susan Rice, embaixadora americana na ONU, para o Departamento de Estado. Em nota, Obama afirmou que a iniciativa partiu da própria Susan, que continuará no seu posto. A sucessão de Hillary Clinton tornou-se um problema para a Casa Branca a apenas 39 dias do início do segundo mandato do presidente.

"Por duas décadas, Susan provou ser uma funcionária capaz, patriota e apaixonada. Como minha embaixadora na ONU, ela teve um papel indispensável na defesa dos interesses americanos", afirmou Obama. "Susan continuará a servir como nossa embaixadora nas Nações Unidas e como membro-chave do meu gabinete e da minha equipe de segurança nacional."

Favorita de Obama para a vaga de Hillary, Susan teve sua indicação inviabilizada pela própria Casa Branca, que a designara para defender a versão oficial de que o ataque ao Consulado dos EUA em Benghazi, em 11 de setembro, não fora um ato terrorista. Ela foi acusada pelo senador republicano John McCain de ter propagado "uma versão falsa" e de ter causado um "dano irreparável a sua credibilidade".

Em uma tentativa de amenizar a oposição e de apresentar maiores explicações, Susan reuniu-se com McCain e os senadores Lindsay Graham e Kelly Ayotte no dia 27, mas os congressistas se disseram ainda "mais perturbados" após a conversa. O ataque ao consulado matou o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, e outros três funcionários do governo.

Sem a candidata de sua maior confiança para sucessão de Hillary, Obama agora terá de encontrar um nome capaz de ser aprovado pelo Senado. Thomas Nides, vice-secretário de Estado, é apontado como alternativa. Tanto para a Casa Branca como para o Departamento de Estado, a escolha do senador democrata John Kerry não seria prudente, por deixar descoberto o posto de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

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