Obama reúne-se com negociadores palestinos e israelenses

O presidente Barack Obama reuniu graduados negociadores palestinos e israelenses na Casa Branca nesta terça-feira com o objetivo de dar um impulso à terceira tentativa de seu governo de retomar as negociações de paz no Oriente Médio.

Agência Estado

30 de julho de 2013 | 12h41

Obama se encontrou com os representantes no segundo dia de uma rodada inicial de negociações, iniciada na noite de segunda-feira com um jantar oferecido pelo secretário de Estado John Kerry na sede do Departamento de Estado.

Antes de se encontrarem com Obama nesta terça-feira, os negociadores se reuniram sem a mediação norte-americana. Após deixar Casa Branca, eles retornarão ao Departamento de Estado para uma reunião com Kerry.

O encontro do presidente com a ministra da Justiça, Tzipi Livni, ex-ministra de Relações Exteriores que lidera a delegação israelense, e com o negociador-chefe palestino Saeb Erekat mostra a importância que Obama dá à criação do Estado palestino. Se as negociações de paz derem certo representarão uma grande conquista de política externa e podem ajudar a cimentar o legado de Obama.

As negociações foram retomadas depois de Kerry ter viajado seis vezes para o Oriente Médio desde fevereiro para se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. A mensagem de Obama foi a de que um tratado de paz pode ajudar a estabilizar a região, agitada por conflitos no Egito, na Síria e no Iraque.

Uma segunda rodada de negociações deve ser realizada na região nas próximas duas semanas e deve ser supervisionada por Martin Indyk, o novo enviado especial para as negociações entre Israel e palestinos, informaram autoridades, que falaram em condição de anonimato.

Ao anunciar a indicação de Indyk, que foi embaixador norte-americano em Israel, Kerry pediu aos dois lados que façam "compromissos razoáveis" a respeito das questões mais sérias nos próximos nove meses. Os lados concordaram em manter as conversas pelo menos até o final de maio. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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