Obama: Rússia deve garantir acesso ao local da queda do voo MH17

Presidente dos EUA afirma que Moscou tem 'responsabilidade direta' em forçar rebeldes a permitirem a entrada de equipes internacionais

Cláudia Trevisan, correspondente / Washington, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2014 | 12h56

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou na manhã desta segunda-feira, 21, que a Rússia tem "responsabilidade direta" em forçar os separatistas ucranianos a permitirem o acesso de equipes internacionais de resgate e investigação ao local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines que carregava 298 pessoas quando teria sido abatido há quatro dias.

"O ônus está com a Rússia", declarou Obama na Casa Branca. O presidente disse que os separatistas devem parar de remover evidências do local e permitir a realização de investigação transparente e independente. "O que exatamente eles estão tentando esconder?", perguntou.

"A Rússia tem extrema influência sobre esses separatistas", observou. Obama repetiu que Moscou armou e treinou os rebeldes e disse que alguns de seus líderes são cidadãos russos. Segundo o presidente, investigadores internacionais estão na Ucrânia prontos para começar a coletar provas e tentar definir exatamente o que ocorreu na quinta-feira, quando o avião caiu. Para isso, "o que eles precisam agora é ter acesso imediato e desimpedido ao local", ressaltou.

Obama também defendeu que os corpos das vítimas sejam tratados com dignidade e entregues o mais rápido possível às famílias. "É o mínimo que se pode esperar."

A situação na Ucrânia e a queda do avião da Malaysia Airlines serão discutidos hoje entre os Estados Unidos e seus aliados na Organização das Nações Unidas (ONU), disse Obama. Ele observou que prefere solucionar as questões pela via "diplomática", mas afirmou que a Rússia corre o risco de se isolar da comunidade internacional se não mudar a atitude em relação aos separatistas ucranianos.

Um dia antes da queda do avião, Obama havia anunciado sanções econômicas adicionais contra Moscou, em uma tentativa de forçar o país a abandonar seu apoio aos rebeldes. Os EUA buscam agora convencer seus aliados europeus a seguirem o mesmo caminho.

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