Obama sanciona lei que permite que militares se assumam gays

Desde 1993, cerca de 13 mil militares foram afastados por causa da sexualidade.

BBC Brasil, BBC

22 de dezembro de 2010 | 14h27

Política anterior gerava críticas de ativistas homossexuais

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta quarta-feira uma lei considerada histórica que permite que gays servindo nas Forças Armadas do país admitam abertamente sua opção sexual.

"Este é um ótimo dia. Dezenas de milhares de americanos não vão mais precisar viver uma mentira", disse o presidente durante a cerimônia que marcou a assinatura da lei.

Obama já havia dito que pretendia reverter a política do don't ask, don't tell (não pergunte, não conte), que estava em vigor desde 1993 e foi derrubada pelo Congresso na semana passada.

Mais de 13 mil integrantes das Forças Armadas americanas foram afastados por causa da diretriz que estabelecia que gays podiam servir como militares, mas corriam o risco de ser afastados se sua orientação sexual fosse descoberta.

Regras

Oponentes de mudança nas regras argumentam que esta poderiam prejudicar o moral das tropas, especialmente em um momento em que forças americanas travam combates no Afeganistão.

Mas no começo do mês, um relatório do Pentágono afirmou que permitir que soldados se declarem abertamente gays teria pouco impacto no moral das tropas americanas servindo no exterior.

A medida foi aprovada na semana passada por parlamentares democratas com o apoio de republicanos moderados.

Analistas, porém, dizem que as celebrações planejadas por ativistas de defesa dos direitos gays e militares podem ser prematuras.

Diretrizes precisam ser finalizadas a respeito de questões práticas, como qual a forma de lidar com questões de orientação sexual quando soldados estiverem dormindo juntos em barracas.

Mesmo quando o regulamento for finalizado, ainda demorará pelo menos 60 dias para a nova lei entrar em vigor.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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