Carolyn Kaster/AP
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Obama sanciona nova lei de Defesa e atinge Banco Central do Irã

Medida deve elevar tensões entre Washington e Teerã em torno do programa nuclear iraniano

Priscila Arone - Agência Estado

31 de dezembro de 2011 | 20h48

HONOLULU - O presidente Barack Obama sancionou neste sábado, 31, uma ampla lei de Defesa que atinge principalmente o banco central do Irã, medida que marca o maior confronto econômico entre Washington e Teerã e tem o potencial de alimentar as tensões no Golfo Pérsico.

 

A medida, aprovada pelo Congresso como parte do Ato de Autorização de Defesa Nacional 2012, penaliza instituições financeiras estrangeiras que fazem negócios com o banco central iraniano, o Banco Markazi.

 

Obama tem alguma flexibilidade na determinação sobre a força e o alcance das sanções, que têm como objetivo tornar mais difícil para o Irã vender seu petróleo. Mas o governo pretende manter a implementação da lei de uma forma que não prejudique a economia global, informaram funcionários do governo.

 

"Nós acreditamos que podemos fazer isso", disse um graduado funcionário governamental. "O presidente vai estudar as opções, mas nossa intenção, nossa intenção absoluta, é de forma periódica e programada, implementar esta lei de maneira que ela tenha o impacto que o Congresso quer e com o qual o presidente concorda."

 

Algumas autoridades americanas acreditam que Teerã vai considerar a assinatura da lei como um ato de guerra. A medida pode levar o Irã a tomar medidas drásticas, dentre elas tentar fechar o estreito de Ormuz, a principal via de transporte de petróleo do mundo.

 

Mas embora a Marinha do Irã possa, teoricamente, prejudicar o tráfego no estreito, o que provocaria uma disparada dos preços do petróleo, na verdade seria quase impossível para o Irã bloquear o canal.

 

A gigantesca lei de defesa inclui, entre outras medidas controversas, as sanções mais duras já impostas ao Irã por causa do suposto desenvolvimento de uma arma nuclear.

 

A lei atinge especificamente qualquer um que tenha negócios com o banco central do Irã, uma tentativa de forçar outros países a escolher entre comprar petróleo iraniano ou ser impedido de fazer qualquer tipo de acordo relacionado à economia americana. As informações são da Dow Jones.

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