Obama saúda decisão sobre reforma da saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a decisão da Suprema Corte norte-americana de manter a reforma da saúde representa "uma vitória para as pessoas de todo o país". Num recado velado aos republicanos, Obama disse que agora é o momento de seguir adiante e implementar a lei integralmente.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 16h56

"A mais alta instância da justiça do país se pronunciou", disse Obama em breves comentários na Casa Branca. "Nós vamos continuar a implementar a lei e vamos trabalhar juntos para melhor o que for possível. Mas o que nós não vamos fazer, o que nosso país não pode se permitir fazer, e voltar a lutar os combates políticos de dois anos atrás."

Um pouco antes de Obama ter celebrado a decisão da Suprema Corte, seu virtual adversário nas eleições de novembro, o republicano Mitt Romney, disse que a reforma da saúde continua "tão ruim quanto antes". Ele se comprometeu a derrubar a lei e disse que "para nos livrarmos dela, teremos de substituir o presidente Obama".

Mais cedo, a Suprema Corte decidiu que o Congresso agiu dentro dos seus poderes - determinados pela Constituição - quando exigiu que a maioria dos norte-americanos tivesse um plano de saúde ou pagasse uma multa. Essa era a provisão que estava no centro do debate sobre a legalidade do projeto. Segundo o chefe de Justiça John Roberts, essa multa foi interpretada como um imposto.

A decisão da instância máxima do judiciário norte-americano representa uma vitória para Obama, que aprovou a maior reforma no sistema de saúde do país desde a criação do Medicare, na década de 1960. O julgamento também evita grandes problemas para hospitais, médicos e empregadores, que gastaram mais de dois anos se preparando para as mudanças na legislação, criada com o objetivo de dar cobertura a mais de 30 milhões de norte-americanos sem acesso ao sistema de saúde. As informações são da Dow Jones.

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