Obama se diz 'preocupado' com país e condena ataque

Presidente americano afirma que 'pobreza' e 'instabilidade' favorecem a disseminação do extremismo no Iêmen

DENISE CHRISPIM MARIN, ENVIADA ESPECIAL / CHICAGO, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2012 | 03h07

O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou ontem o ataque suicida que matou mais de 90 soldados em uma praça de Sanaa, capital do Iêmen. O presidente americano apresentou suas "sinceras condolências" a seu colega iemenita, Abd Rabo Mansour Hadi, e classificou a ação como um "covarde atentado terrorista".

Ontem, após a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Chicago, Obama disse que a Casa Branca está "muito preocupada" com a presença da Al-Qaeda no Iêmen. De acordo com o presidente , Washington está trabalhando junto com o governo iemenita para identificar os líderes da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), organização que reivindicou a autoria do ataque suicida de ontem.

"Continuaremos trabalhando com o governo iemenita para tentar identificar os líderes e as operações da Al-Qaeda na Península Arábica, com o objetivo de eliminá-las", afirmou.

Para Obama, a pobreza e a instabilidade no Iêmen favorecem a disseminação de organizações extremistas no país. "A cooperação é fundamental para a segurança dos EUA e também é importante para a estabilidade do Iêmen e da região", declarou Obama, que estendeu sua preocupação à Somália e ao Mali, onde as condições igualmente precárias permitem a proliferação do extremismo.

O presidente acrescentou que seu governo pretende continuar com os bombardeios de aviões não tripulados a alvos da AQPA no país - os ataques têm causado vítimas civis e piorando a imagem dos EUA no Iêmen.

John Brennan, chefe antiterrorismo da Casa Branca, também condenou o ataque. Em telefonema para Hadi, ele ofereceu mais ajuda americana e reforçou o compromisso de Washington com o combate ao terrorismo.

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