MANDEL NGAN / AFP
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Obama se reúne com Raúl pela 2.ª vez desde o anúncio da retomada de relações entre os países

Presidentes se encontraram em Nova York, onde ocorre a Assembleia-Geral da ONU

Cláudia Trevisan, enviada especial / Nova York, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 11h28

NOVA YORK - Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro tiveram na manhã desta terça-feira, 29, seu segundo encontro desde que anunciaram o histórico restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, em dezembro. Os dois presidentes se reuniram no âmbito da 70º Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York.

Em discurso na segunda-feira - o primeiro que realizou na instituição - Raúl afirmou que a total normalização dos laços com os EUA só será possível com o fim do embargo econômico, a devolução da base de Guantánamo e a indenização dos danos provocados pelas sanções.

Como faz todos os anos, Cuba apresentará proposta de resolução condenando o embargo econômico dos EUA. No ano passado, a moção foi aprovada por quase 190 votos - quase unanimidade. Segundo reportagem publicada há pouco mais de uma semana pela Associated Press, o governo americano poderá se abster na votação do texto neste ano. Se isso ocorrer, será a primeira vez na história da instituição que um país não se oporá a uma proposta condenatória à sua própria legislação.

Obama é favorável ao levantamento do embargo, mas a medida depende de decisão do Congresso dos EUA. A oposição republicana tem maioria na Câmara e no Senado e não aceita o fim das sanções econômicas contra a ilha.  

Ainda na manhã desta terça-feira, Obama presidirá um encontro sobre o combate ao Estado Islâmico e extremismo violento. No pronunciamento que fez na segunda-feira à ONU, o presidente americano disse que a solução da crise síria é necessária para a eventual derrota do grupo terrorista. Segundo ele, a organização depende da "guerra perpétua" para sobreviver.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, discursará no início da tarde, quando deverá abordar o acordo de paz fechado na semana passada entre seu governo e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O dia também terá o pronunciamento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. 

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