Ismail Zitouny/Reuters
Ismail Zitouny/Reuters

Obama se reunirá com líder rebelde da Líbia na ONU

Americano ainda deve encontrar Dilma Rousseff e chefes de governo de França, Grã-Bretanha e Japão

Agência Estado

16 Setembro 2011 | 12h41

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reunirá na próxima semana com o líder interino da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, às margens da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro com o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) ocorrerá no momento em que países ocidentais prometem apoiar os rebeldes líbios na reconstrução do país após a queda de Muamar Kadafi.

 

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"O presidente terá a oportunidade de parabenizar o presidente Jalil pelo sucesso do povo líbio no encerramento do regime de Kadafi", afirmou Ben Rhodes, vice-diretor da área de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, nesta sexta-feira, 16. "Ele poderá expressar o apoio dos Estados Unidos para uma transição na Líbia e discutir os planos (do CNT) para uma transição pós-Kadafi".

 

Obama vai então participar de uma reunião internacional e multilateral de alto nível sobre a Líbia, promovida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou Rhodes.

 

Outros líderes

 

Na ONU, Obama vai se encontrar também com outros chefes de governo, como a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Dilma e Obama pretendem lançar uma iniciativa de "governo aberto", anunciou a Casa Branca nesta sexta.

 

De acordo com Rhodes, a iniciativa a ser lançada por Dilma e Obama depois de um breve encontro em Nova York abrange compromissos assumidos por Brasil e Estados Unidos para assegurar a transparência e a imputabilidade nas fileiras governamentais.

 

A Casa Branca informou ainda que, durante sua estada em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, Obama se reunirá também com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e com os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e do Japão, David Cameron e Yoshihiko Noda, respectivamente. Na série de encontros com líderes estrangeiros, Obama pretende discutir política externa e a crise da dívida na zona euro, disse Rhodes.

 

Na próxima quarta-feira, quando discursar na ONU, Obama pretende usar sua intervenção para tratar das mudanças ocorridas na esteira dos levantes ocorridos no Oriente Médio e no norte da África em 2011, detalhou Rhodes.

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