AFP PHOTO / TIMOTHY A. CLARY
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Obama se reunirá com Raúl Castro em Nova York na terça-feira

O encontro será o segundo no processo para a normalização das relações bilaterais anunciado em dezembro

O Estado de S. Paulo

27 Setembro 2015 | 17h52

NOVA YORK - O presidente dos EUA, Barack Obama, se reunirá com o líder cubano, Raúl Castro, na próxima terça-feira, 29, em Nova York. Ambos participarão dos debates da Assembleia-Geral das Nações Unidas, segundo informou neste domingo, 27, a Casa Branca.

Tanto o governo americano quanto o cubano já haviam antecipado a possibilidade de uma reunião entre seus líderes, que tiveram um encontro histórico no Panamá em abril durante a Cúpula das Américas.

Um funcionário da Casa Branca anunciou a realização da reunião bilateral entre Obama e Raúl aos jornalistas no Air Force One rumo a Nova York. O presidente americano chegou hoje à cidade, por volta de 11h30 (horário local, 12h30 de Brasília).

O encontro de terça-feira será o segundo dentro do processo para a normalização das relações bilaterais anunciado em dezembro do ano passado e que permitiu a restauração dos laços diplomáticos entre EUA e Cuba.

Obama e Raúl conversaram por telefone na semana passada, às vésperas da visita do papa Francisco a ambos países, e analisaram o processo de normalização bilateral e as possíveis medidas para aumentar a cooperação.

Os dois presidentes discursarão amanhã na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Estreia. Raúl estreou ontem na ONU, quando discursou no marco da Cúpula de Desenvolvimento Sustentável.

Ele reivindicou o fim do embargo americano sobre Cuba e disse que o bloqueio é “o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico” de seu país.

O líder cubano afirmou que o restabelecimento das relações entre Cuba e EUA é “um importante avanço”, e destacou que o bloqueio “causa danos e privações ao povo cubano”, além de afetar outras nações e prejudicar empresas e cidadãos americanos.

Há meses, após o anúncio do processo para a normalização das relações com Cuba, Obama reivindica ao Congresso americano o levantamento do embargo, que ficou codificado como lei em 1996 mediante a legislação Helms-Burton.

“O restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA, a abertura de embaixadas e as mudanças que o presidente Obama declarou na política para o nosso país constituem um importante avanço, que incitou o mais amplo apoio da comunidade internacional”, lembrou Raúl.

“No entanto, persiste o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba por mais de meio século”, lamentou depois.

O presidente cubano ainda denunciou os “níveis inaceitáveis de pobreza” com que sofrem muitas partes do mundo, o aumento da lacuna entre Norte e Sul e o aumento da “polarização da riqueza”. /EFE

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