Alyssa Pointer via AFP
Alyssa Pointer via AFP

Obama se torna grande arrecadador para Biden

Ex-presidente dos EUA é responsável por cerca de 10% do valor em caixa da campanha do democrata

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 04h00

WASHINGTON - O ex-presidente dos EUA Barack Obama arrecadou US$ 24 milhões para a candidatura do democrata Joe Biden à presidência nos últimos dois meses. O valor é cerca de 10% do que a campanha do ex-vice-presidente informou ter em caixa em seu último balanço. 

Em uma conferência virtual na terça-feira, que teve a participação do ator George Clooney, ele vendeu ingressos que variaram de US$ 250 (R$ 1,3 mil) a US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão).

Nesses eventos online de arrecadação, Obama tem feito ataques a Donald Trump argumentando que estará em jogo nas eleições, marcadas para novembro, a própria democracia americana, fazendo até referências sutis à Alemanha nazista. 

Doadores que pagaram quantias de seis dígitos para ver Obama no Zoom – o ex-presidente teve dois encontros particulares com Reid Hoffman, fundador do LinkedIn e um grande doador democrata, e JB Pritzker, o bilionário governador de Illinois – participaram de longas sessões de perguntas e respostas com ele.

Durante sua conversa com Pritzker, Obama falou sobre como Trump tem sua base eleitoral “colada à Fox News, à Breitbart (News) e a (Rush) Limbaugh (radialista)”, veículos ou comunicadores de direita ou extrema direita.

“O que ele (Trump) fez e continua tentando explorar são os medos, a raiva e o ressentimento das pessoas que, em alguns casos, realmente estão passando por um momento difícil e têm visto suas perspectivas em declínio. Trump tenta explorar isso e redirecionar essa revolta de maneira nativista, racista e sexista”, disse.

Nos últimos três meses, Biden viu sua arrecadação disparar, graças a doadores ricos que desembolsam contribuições de mais de US$ 100 mil (R$ 515 mil). O resultado fez o democrata reduzir muito a vantagem financeira que Trump tinha, de acordo com o último balanço da Comissão Federal Eleitoral. 

O ex-vice-presidente ainda tem menos recursos que o adversário, que informou estar com US$ 295 milhões (R$ 1,5 bilhão) em caixa no mesmo balanço. No entanto, o salto na arrecadação de Biden foi surpreendente – em abril, ele informou que tinha US$ 60 milhões (R$ 319 milhões) para gastar na sua campanha presidencial. / W.POST e NYT

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