Obama: segurança de Israel requer Palestina soberana

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai afirmar nesta quinta-feira, no Debate Geral da 65ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a segurança de Israel depende da criação de uma Palestina como Estado soberano, segundo trechos do discurso divulgados pela Casa Branca. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, fará o discurso de abertura na Assembleia, por volta das 10h30 (de Brasília).

LUCIANA XAVIER, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 10h47

Obama pedirá ao mundo que se una em torno do processo de paz entre israelenses e palestinos, exortando a ONU para que apoie um acordo que criaria uma Palestina independente e garantiria a segurança do Estado de Israel em um prazo de um ano. Também pedirá aos líderes mundiais que deixem para trás décadas de divisão sobre o conflito, superem o cinismo e demonstrem seu apoio a uma solução boa para ambas as duas partes.

O presidente dirá que apesar de os últimos 12 meses terem sido de "poucos picos e muitos vales", Washington conseguiu algum avanço nas negociações diretas entre israelenses e palestinos. "Agora alguns estão pessimistas sobre este processo. Alguns dizem que as diferenças entre as duas partes são muito grandes, que o potencial para uma ruptura é enorme e que depois de décadas de fracasso, a paz simplesmente não é possível", diz discurso do líder norte-americano.

Obama dirá que o caminho alternativo poderá significar mais derramamento de sangue e a "Terra Santa continuará sendo símbolo de nossas diferenças" ou que "desta vez será diferente". "Que desta vez não deixaremos o terror ou a turbulência ou políticas mesquinhas atrapalharem o caminho. Desta vez, não vamos pensar em nós mesmos, mas na menina em Gaza que quer ter um teto para seus sonhos ou no garoto em Sderot (cidade em Israel) que quer dormir sem o pesadelo do barulho de mísseis", diz o discurso do presidente. Com informações da Associated Press.

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