Jim Young/Reuters
Jim Young/Reuters

Obama sinalizará maior presença militar no front afegão em discurso

Presidente anunciará mudança no foco da Guerra do Iraque para o conflito no Afeganistão

AE-AP, Agência Estado

26 de agosto de 2010 | 19h14

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá sinalizar uma mudança no foco americano da Guerra do Iraque para a do Afeganistão no discurso que fará na próxima terça-feira no Salão Oval da Casa Branca, disse hoje o subsecretário de imprensa do governante, Bill Burton.  

 

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O discurso, que será proferido às 20 horas do horário local (22 horas de Brasília), é definido pelos assessores como uma visão importante de Obama a respeito da guerra afegã, um conflito que, quando candidato, dizia que não deveria nem ter começado. Agora, Obama vê a guerra afegã como vital para a segurança dos EUA.

Antes do seu discurso, Obama viajará a Fort Bliss, no Texas, onde agradecerá pessoalmente a soldados que regressaram do Iraque. Burton disse que Obama está confiante de que a transição do controle da segurança para os iraquianos será bem-sucedida, após a retirada das tropas de combate norte-americanas.

 

Concluída a missão formal de combate dos Estados Unidos no país, o número de efetivos militares se reduziu a menos de 50 mil pela primeira vez desde a invasão do Iraque em 2003. A maioria deles permanecerá no país em funções de apoio e treinamento das forças de segurança iraquianas.

 

Burton disse que a mensagem presidencial "comemora um ponto importante na história americana", e antecipou que Obama aproveitará a ocasião para falar "diretamente com o povo americano sobre qual é a nossa missão no Afeganistão e o fato de que mais de nossos esforços e concentração se dedicam agora a combater a Al-Qaeda no Afeganistão".

 

Após elogiar a redução das forças de segurança no Iraque, Burton denunciou os militantes responsáveis pelos recentes ataques no país. Na terça, uma série de atentados a tiros e bombas deixou ao menos 56 mortos.

 

"O motivo desses ataques são as pessoas que não querem que o Iraque floresça como democracia", disse o porta-voz. "Há pessoas que usam o temor e o terror como tática para adiar o que não pode ser detido nesse país".

 

 

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