Obama sugere que nova estratégia incluirá saída do Afeganistão

Em entrevista, presidente diz que ocupação que leve vários anos" não serve aos interesses dos Estados Unidos

estadao.com.br,

18 Novembro 2009 | 12h24

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 18, que apresentará nas próximas semanas sua nova estratégia para a guerra afegã, afirmando que detalhará à população americana o que será feito, como o êxito será obtido e quanto custará o conflito. Obama também disse que, mais importante do que tudo, é que vem pedindo as estrategistas que indiquem "quando será o fim do jogo, porque, se não for estabelecida uma disciplina, (o conflito) poderia terminar levando a uma ocupação de vários anos que não serviria aos interesses dos EUA"".

 

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Ao afirmar à CNN que preferiria "não deixar nada de herança (do conflito) ao próximo presidente", Obama, porém, não indicou se isso significaria que planeja retirar a maioria dos soldados até 2012. "Temos interesse vital em garantir que o Afeganistão esteja suficientemente estável, que não possa infectar toda uma região com o extremismo violento".

 

Obama ainda reclamou sobre as informações que vêm sendo vazadas por autoridades de seu governo sobre a nova estratégia, considerando o ato como uma "grave ofensa" passível de demissão. Em entrevista à CBS News, o presidente americano afirmou que a decisão sobre os rumos da guerra implica decisões de vida ou morte,

 

Obama analisa há semanas planos para enviar mais dezenas de milhares de soldados ao Afeganistão. Os EUA já possuem quase 70 mil soldados em solo afegão e o número de tropas adicionais pode chegar a 40 mil. As declarações de Obama foram feitas na véspera da posse do presidente afegão, Hamid Karzai, que tenta restabelecer sua reputação no Ocidente após uma eleição marcada por denúncias de fraude e um primeiro mandato marcado pela corrupção.

 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, chegou ao país nesta quarta para a cerimônia de posse de Karzai. Pouco depois de desembarcar, Hillary afirmou que o Afeganistão se encontra em um momento "crítico". Durante a visita ao país, ela deve se reunir com o principal comandante dos EUA e da Otan no Afeganistão, general Stanley McChystal, que pediu pelo envio de 40 mil soldados ao país.

 

A insurgência do Taleban tem ganhado força no país, e a segurança para a cerimônia em Cabul será extrema, com a presença dos jornalistas na posse de Karzai vetada. O momento central da cerimônia deve ser o discurso de posse de Karzai, o qual autoridades ocidentais esperam que traga detalhes específicos de um programa de combate à corrupção.

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