Obama supera McCain entre latinos, diz pesquisa

Os eleitores hispânicos dos EstadosUnidos preferem o democrata Barack Obama ao republicano JohnMcCain, mas aquele ainda não alcança, dentro dessa comunidade,os índices de popularidade registrados por sua ex-rival departido Hillary Clinton, mostrou na quarta-feira uma novapesquisa Reuters/Zogby. Duas semanas depois de conquistar a vaga democrata para aseleições presidenciais de novembro, Obama apresentavanacionalmente uma pequena vantagem em relação a McCain, de 47por cento das intenções de voto contra 42, segundo revelou aenquete. Entre os eleitores de origem hispânica, Obama conta com 54por cento de apoio, contra 44 por cento para McCain. Pesquisas do instituto Gallup realizadas em maio e dadosdivulgados no começo deste mês mostraram Obama em uma posiçãomais confortável entre os eleitores latinos (62 por cento dasintenções de voto contra 29 por cento para o republicano). Hillary conseguiu mais de dois terços dos votos hispânicosdurante as prévias do Partido Democrata, e a campanha de Obama,que pode se transformar no primeiro presidente negro dos EUA,começou a adotar medidas para angariar os votos desse grupo. O voto latino, que somaria 8 por cento do total do país, éconsiderado crucial em Estados que podem definir a disputa,como a Flórida, o Novo México, Nevada, o Colorado e o Arizona. "Obama sabe que Hillary é uma 'marca' reconhecida entre oshispânicos, ao passo que muitos deles ainda não o conhecem",afirmou à Reuters Andres Ramírez, vice-presidente para assuntoshispânicos da NDN, um centro de pesquisa identificado com oPartido Democrata. McCain, de outro lado, exibe um antigo histórico deenvolvimento com temas de interesse dos latinos e, ao menosinicialmente, defendeu uma reforma para legalizar a situaçãodos imigrantes ilegais. Porém mais tarde, de olho nas alas maisconservadoras de seu partido, o candidato republicano adotouuma postura menos flexível a respeito da questão. Desde então, Obama vem reforçando sua estratégia paraconquistar os eleitores hispânicos, que poderiam somar mais de18 milhões de votos neste ano, segundo projeções. Na terça-feira, o democrata reuniu-se com representantes dabancada hispânica do Congresso norte-americano, em busca dealiados capazes de fazer aumentar sua popularidade dentro dessacomunidade, e anunciou a contratação de Patti Solís para suacampanha. Solís trabalhou durante anos com Hillary, de quem foi chefede campanha até a ex-primeira-dama começar a perder votos nasprévias para Obama e reestruturar sua equipe. Durante essas prévias, o democrata gastou mais de 10milhões de dólares com peças de divulgação voltadas àcomunidade latina, disse Ramírez. E Obama deve continuarinvestindo dinheiro e contratando especialistas com vistas aadotar uma estratégia de comunicação mais eficiente,acrescentou. McCain, de sua parte, também deu início a sua ofensiva,divulgando anúncios de TV em espanhol, falando sobre temas deinteresse dos latino-americanos e concedendo entrevistas ameios de comunicação de língua hispânica, entre outrasatividades. A pesquisa Reuters/Zogby foi realizada nacionalmente econsultou 1.113 eleitores em potencial entre a quinta-feira e osábado, possuindo uma margem de erro de três pontos percentuaispara cima ou para baixo. (Reportagem de Adriana Garcia)

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