Obama tenta na ONU ampliar aliança anti-EI

Obama tenta na ONU ampliar aliança anti-EI

O presidente dos EUA deve propor uma lei para punir cidadãos que viajem a fim de se unir a grupos terroristas

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2014 | 02h00

O presidente Barack Obama aproveitará a presença de líderes mundiais na ONU, nesta semana, para defender a necessidade de uma coalizão internacional para enfrentar o Estado Islâmico (EI) e propor medidas para dificultar a cooptação de jihadistas estrangeiros pelo grupo.

Depois de discursar na Assembleia-Geral da ONU, amanhã, Obama presidirá reunião do Conselho de Segurança e apresentará proposta de resolução que obriga os países a adotar legislação para punir cidadãos que viajem ao exterior para se alistar em grupos terroristas.

O Centro Internacional para Estudos sobre Radicalismo, com sede em Londres, estima que cerca de 12 mil estrangeiros de 74 países se uniram a rebeldes que atuam na Síria. Desse total, pelo menos 60% vêm de outros países do Oriente Médio. O serviço de inteligência dos EUA estima que aproximadamente 100 americanos combatam com extremistas islâmicos na região.

A proposta de resolução dos EUA tem caráter vinculante e obrigaria os membros da ONU a adotar legislação para punir criminalmente cidadãos que se unam a organizações terroristas no exterior. O texto também prevê punições para os que financiem ou deem qualquer tipo de apoio a movimentos extremistas.

A expectativa é a de que a proposta seja aprovada, mas não está claro como ela será implementada nem qual será a sanção aos países que deixarem de seguir suas recomendações. Obama usará suas intervenções na ONU para defender a união de países contra a ameaça representada pelo EI.

"Lideraremos uma ampla coalizão de nações para essa luta. Isso não é a América contra o EI. Isso é o povo da região contra o EI. É o mundo contra o EI", disse Obama em seu programa de rádio. "Mais de 40 países se ofereceram para ajudar na campanha contra o EI, do treinamento e fornecimento de equipamento a ajuda humanitária e missões aéreas. Nesta semana, na ONU, continuarei a mobilizar o mundo contra essa ameaça."

/ C.T.

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