Obama tenta provar que pode 'aguentar o tranco'

Acuado pela tese de sua rivalHillary Clinton de que ele não seria duro o suficiente paragovernar os Estados Unidos, Barack Obama trabalha para mostrarque é capaz de "aguentar o tranco", mesmo diante da possívelderrota de terça-feira nas primárias da Pensilvânia. Enquanto os democratas do Estado participavam dessaimportante votação, Obama assistiu a um jogo de beisebol, algoque costuma fazer nos dias de votação para liberar o estresse. Em seguida participou de um evento em Pittsburgh, onderespondeu a questões sobre a disputa presidencial e o OrienteMédio, e depois voou para Filadélfia, onde saboreou o famososanduíche x-churrasquinho da cidade e cortejou eleitores numabarbearia vizinha. A disputa da Pensilvânia representa o fim de um hiato deseis semanas na corrida democrata. Uma vitória de Hillarymantém sua candidatura viva, mas a maioria dos analistas achaque ela praticamente não tem mais chances de ser a escolhida dopartido para enfrentar o republicano John McCain na eleição denovembro. Obama e seus assessores minimizam a chance de vitória naPensilvânia, onde Hillary lidera as pesquisas. Eles lembram queHillary tem raízes familiares no Estado e que seu marido, oex-presidente Bill Clinton, é muito popular por lá. "Como eu já disse antes, é uma batalha morro acima. Asenadora Clinton começou com uma vantagem de 20 pontos, eachamos que diminuímos, mas acho que ainda devemos nosconsiderar o azarão", disse Obama em Pittsburgh. Mas, em frente à famosa lanchonete Pat's King of Steaks, emFiladélfia, Obama disse a uma rádio que vai levar a indicaçãodemocrata. "Uma vitória é 50 [por cento] mais 1. Se a senadora Clintonreceber mais de 50 por cento, ela ganhou. E não tento fingirque gosto de ter 45 por cento e que isso é uma vitória moral.Perdemos o Estado, [mas] acredito que estamos chegando ao fimdesse processo."

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