Obama tenta seduzir classe média com corte de tributo

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ontem ao Congresso a prorrogação por um ano dos cortes tributários da era de George W. Bush para famílias que ganham menos de US$ 250 mil por ano, tentando pôr os republicanos na defensiva e reforçar, em campanha, sua imagem de defensor da classe média.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2012 | 03h08

É improvável que a proposta de Obama influencie seus adversários no Congresso, que argumentaram que as reduções de impostos de Bush deveriam ser estendidas para todos, incluindo os que ganham acima disso.

"Não vamos manter a maioria dos americanos e nossa economia reféns enquanto debatemos os méritos de outra redução de impostos para os ricos", disse Obama na Casa Branca.

Os republicanos dizem que permitir o aumento de impostos para os mais ricos prejudicaria os proprietários de pequenas empresas, que estão ajudando a criar empregos em uma economia em dificuldades. Obama tentou neutralizar esse argumento dizendo que 97% de todos os proprietários de pequenos negócios nos EUA entram na faixa de menos de US$ 250 mil por ano de renda. "Não se trata de taxar os criadores de empregos, trata-se de ajudá-los", disse Obama.

A proposta do presidente dos EUA, de todo modo, alcança várias metas políticas. Muda o foco da campanha - pelo menos por um dia - do relatório de empregos escassos da semana passada e de como ele vem lidando com a economia para o tema da "justiça fiscal" e da desigualdade. / REUTERS

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