Obama teria se ofendido com insinuação de Ahmadinejad sobre 11/9

Iraniano disse que EUA estão por trás dos ataques; americano diz que declaração é 'ultrajante'

Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 10h13

NOVA YORK - O presidente dos EUA, Barack Obama, ficou indignado e ofendido na quinta-feira com o discurso do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sugerindo que o governo americano teve envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001.

 

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A reação de Obama foi revelada nesta sexta-feira, 24, por um alto funcionário do governo dos EUA, que pediu anonimato. "O presidente achou os comentários ultrajantes e ofensivos, particularmente dada a proximidade que estamos do Marco Zero", disse o informante. O Marco Zero é o local onde ficavam as Torres Gêmeas, um dos alvos do atentado de 2001, atribuído à rede terrorista Al-Qaeda.

 

A delegação dos EUA liderou uma saída de diplomatas ocidentais da sala onde ocorria a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) após Ahmadinejad dizer que a maioria dos americanos, bem como pessoas de outros países, acreditavam que o governo de Washington estava por trás dos ataques que mataram quase 3 mil pessoas.

 

O presidente iraniano disse que há uma teoria segundo a qual "alguns segmentos dentro do governo dos EUA orquestraram o ataque para reverter a economia americana em declínio e reforçar sua posição no Oriente Médio, também para salvar o regime sionista".

 

Terroristas da Al-Qaeda sequestraram aviões e lançaram duas aeronaves contra o World Trade Center, o Pentágono e um campo na Pensilvânia em 2001, no pior atentado em solo dos EUA na história. "Em vez de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, o sr. Ahmadinejad escolheu novamente precipitar-se em vis teorias conspiratórias e insultos antissemitas, que são tão odiosos e ilusórios quanto previsíveis", disse Mark Kornblau, porta-voz da missão dos EUA na ONU. As informações são da Dow Jones.

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