Obama triunfa na Carolina do Sul

Resultados parciais indicam vitória folgada do senador nas prévias democratas do Estado; voto negro foi decisivo

REUTERS e AP, O Estadao de S.Paulo

27 de janeiro de 2008 | 00h00

Resultados parciais indicavam ontem à noite uma vitória folgada do senador Barack Obama nas primárias democratas da Carolina do Sul, as primeiras prévias do partido na região sul dos EUA. Com 85% das urnas apuradas, Obama tinha 54% dos votos no Estado. A senadora e ex-primeira dama Hillary Clinton tinha 27% e o também senador John Edwards, 19%. Pesquisas divulgadas antes da votação davam uma vantagem de apenas 15% a Obama sobre Hillary. Logo após o fechamento das urnas, às 19h locais (22h, em Brasília), as redes de TV CNN, NBC e Fox News e a agência de notícias Associated Press (AP) anunciaram a vitória de Obama com base em pesquisas de boca-de-urna. Hillary ligou para Obama para cumprimentá-lo pela vitória no Estado, segundo a Reuters, e em seguida viajou para o Tennessee.A votação foi encarada como um importante teste para a candidatura de Obama. Segundo as pesquisas ele conseguiu sua segunda vitória na disputa democrata (a primeira foi em Iowa) por causa do apoio dos negros, que representavam 50% dos eleitores na Carolina do Sul. De acordo com a AP, Obama recebeu 80% dos votos dos eleitores negros e 25% dos brancos. Obama está agora diante de um dilema: como ganhar o eleitorado negro e evitar, ao mesmo tempo, o rótulo de "candidato negro", que poderia afastá-lo dos demais eleitores no resto dos EUA. Segundo uma pesquisa McClatchy/MSNBC seu apoio caiu na última semana, depois que a raça se tornou um assunto constante nas campanhas. Terminadas as primárias na Carolina do Sul, a corrida presidencial democrata passa para uma nova e decisiva fase. Na Superterça, dia 5, 22 Estados escolherão 40% dos delegados que votam na convenção nacional, em Denver.Nas pesquisas nacionais, Hillary aparece na frente, com 42% dos votos. Obama vem em segundo, com 33%. Em terceiro, com 10%, está Edwards, sobre quem pairam duas dúvidas. A primeira é se ele terá forças para levar sua candidatura até a Superterça. A segunda,quem apoiará caso se retire. Alguns analistas dizem que o ex-senador só não se despediu ainda porque, pelo sistema de representação proporcional dos democratas, na maioria das primárias, mesmo quem fica em terceiro elege delegados. Edwards seria decisivo mesmo com míseros 10% de delegados e, em troca de apoio, poderia barganhar uma posição no próximo governo - como a vice-presidência.Apesar da derrota na Carolina do Sul, Hillary chega à Superterça com vantagem. Além de liderar as pesquisas em Estados importantes, como Califórnia e Nova York, a senadora começou sua campanha nacional mais cedo, deixando os comícios na Carolina do Sul para o marido,Bill Clinton.

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