Obama: tropas começam a deixar Afeganistão em 2011

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não anunciou nenhuma data oficial para o fim da guerra no Afeganistão, mas apresentou ontem à noite um plano por meio do qual as forças norte-americanas começariam a deixar a região em julho de 2011. Ele anunciou ontem o envio, para o próximo ano, de mais 30 mil soldados à guerra afegã.

AE, Agencia Estado

02 de dezembro de 2009 | 08h09

Obama afirmou, em discurso proferido na Academia Militar de West Point, no Estado de Nova York, que "o tempo do cheque em branco acabou", deixando claro que o governo afegão terá de fazer frente à corrupção. A meta, de acordo com o norte-americano, é intensificar agora o esforço de guerra no Afeganistão para que os Estados Unidos possam transferir aos afegãos a responsabilidade pela segurança mais rápido do que o anteriormente previsto.

Mais cedo, fontes na Casa Branca disseram que o ritmo da retirada a ser iniciada em 2011 ainda precisa ser determinado. "Assim como fizemos no Iraque, nós executaremos essa transição com responsabilidade, levando em conta as condições de campo", afirmou Obama. "Mas seremos claros com o governo afegão - e, o mais importante de tudo, com o povo afegão - que no fim serão eles os responsáveis pelo destino de seu país."

Custos

O discurso de Obama ontem à noite também ressaltou a deterioração da situação em solo afegão e afirmou que os gastos com a nova estratégia militar no Afeganistão alcançarão cerca de US$ 30 bilhões em seu primeiro ano. Apesar do alto custo de seu novo plano em um momento no qual as principais economias do planeta se recuperam de uma grave crise financeira, Obama insistiu que a estratégia atende aos interesses dos EUA.

Obama prometeu ao público trabalhar junto com o Congresso para lidar com o custo de sua estratégia para a guerra, e observou que o preço da batalha não pode ser ignorado. O comentário trata de uma questão crucial referente à nova estratégia: como arcar com seus custos? Um deslocamento mais rápido resultará no gasto adicional de bilhões de dólares em um momento no qual aumenta a preocupação com o crescente déficit do país.

"Depois da crise econômica, muitos de nossos amigos e vizinhos estão sem trabalho e têm dificuldades para pagar as contas. Da mesma forma, muitos norte-americanos estão preocupados com o futuro de seus filhos", declarou. "Portanto, não podemos simplesmente ignorar o custo dessas guerras. Adiante, eu me comprometo a tratar dos gastos aberta e honestamente. Trabalharei junto com o Congresso para lidar com os custos da mesma forma que fazemos para diminuir nosso déficit", prometeu. As informações são da Dow Jones.

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