Obama vai a Tucson para homenagear vítimas de ataque

Presidente pode aproveitar momento de tensão política para pedir união entre americanos

Agência Estado

12 de janeiro de 2011 | 09h19

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, participará de uma cerimônia em Tucson, no Arizona, no local onde ocorreu um ataque a tiros que deixou gravemente ferida uma congressista de seu Partido Democrata.

 

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A cerimônia desta quarta-feira, 12, lembrará as seis pessoas mortas no sábado, quando um jovem de 22 anos abriu fogo em uma tentativa aparente de assassinar a deputada Gabrielle Giffords. Entre os mortos está um juiz federal e uma menina de 9 anos.

 

A deputada permanece em estado grave no hospital, mas seu quadro clínico apresenta melhoras, segundo médicos. O suspeito, Jared Lee Loughner, foi acusado formalmente pelo ataque e pode pegar a pena de morte. Atualmente ele está preso e é interrogado pelas autoridades.

 

Obama buscará impor-se diante de uma dura disputa no país, com os dois lados do espectro político culpando o rival por criar um clima de paranoia e ódio e por ter incitado o ataque. Na segunda-feira, Obama disse esperar que os EUA "possam sair dessa tragédia como uma nação mais forte".

 

Missão similar já foi enfrentada por outros presidentes do país, entre eles Bill Clinton, após o ataque contra um edifício federal em Oklahoma, em 1995, e George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

 

Obama, porém, já tem prática. Após o ataque a tiros em Fort Hood, no Texas, em novembro de 2009, o presidente buscou ajudar o país a assimilar o episódio, em que morreram 13 pessoas e 29 ficaram feridas, quando um soldado americano começou a disparar no local.

 

Os antecessores de Obama ganharam pontos políticos pelo modo como manejaram as crises. Bush uniu a nação após os ataques da Al-Qaeda, enquanto Clinton honrou os mortos em um discurso que ajudou a tirá-lo de um mau momento na presidência, a derrota dos democratas nas eleições legislativas do ano anterior.

 

Obama está agora em situação similar, após o Partido Republicano recuperar o controle da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados) na eleição de novembro. As informações são da Associated Press.

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