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Obama vai pressionar presidente afegão

Presidente diz que tomará decisões difíceis sobre Afeganistão e Iraque

REUTERS, AP E NYT, O Estadao de S.Paulo

29 de janeiro de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, que realizou ontem sua primeira reunião com os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas no Pentágono, disse que tem "decisões difíceis" a tomar sobre o Iraque e o Afeganistão. "Essas decisões têm de ser tomadas imediatamente", disse o presidente. "Obviamente, nossos esforços para perseguir as organizações extremistas devem ser prioritários." Confira os altos e baixos na relação entre o Irã e os EUASem dar detalhes sobre as decisões que tomaria, Obama falou rapidamente com os jornalistas após o encontro com os comandantes militares. Antes da reunião, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que o presidente faria em breve um resumo do que será feito nos dois campos de batalha.Obama prometeu durante a campanha retirar todos os soldados americanos do Iraque até maio de 2010 e enviar um grande reforço militar ao Afeganistão. Na reunião de duas horas, Obama recebeu todas as informações de que precisa para decidir que mudanças adotará na estratégia para os dois conflitos. O presidente pediu aos chefes militares que lhe apresentem planos para o retorno gradual dos soldados no país árabe e o reforço das operações no Afeganistão.Funcionários da Casa Branca disseram ontem que Obama pressionará o presidente afegão, Hamid Karzai, a combater mais ativamente a corrupção e assumir controle de algumas áreas do Afeganistão.De acordo com membros da equipe de Obama, Karzai virou um estorvo para os interesses americanos no Afeganistão. Segundo eles, a corrupção atingiu todos os níveis do governo afegão, permitindo um aumento do tráfico de drogas e o renascimento do Taleban.Entre os membros do novo governo que mais pressionam Karzai estão o vice-presidente, Joe Biden, e Richard Holbrooke, enviado especial dos EUA ao Afeganistão e ao Paquistão. Biden, que esteve várias vezes em Cabul como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, não tem uma boa relação com o presidente afegão e disse várias vezes a Karzai que o governo Obama não seria tão paciente com ele quanto foi George W. Bush. A nova estratégia do governo americano seria adotar uma linha bem menos militar, passando para o governo afegão algumas responsabilidades políticas. Na terça-feira, o secretário de Defesa, Robert Gates, descreveu o Afeganistão como "o maior desafio militar dos EUA". Washington, segundo Gates, estaria disposto a manter até 60 mil soldados no Afeganistão - quase o dobro do efetivo atual. Iraque e Afeganistão estão passando por um processo de sucessão eleitoral (mais informações nesta página). De acordo com a Constituição afegã, a eleição presidencial deve ocorrer no segundo semestre - embora ainda não tenha data marcada. Karzai concorrerá à reeleição, mas não está claro se o governo americano apoiará sua candidatura. Zalmay Khalilzad, ex-embaixador dos EUA na ONU durante o governo Bush, é tido como um dos possíveis adversários do atual presidente afegão. Khalilzad advertiu a Casa Branca de que o governo americano deve ter cuidado ao rever sua política para a região. "Se parecer que estamos abandonando o governo central, podemos passar a impressão de que estamos querendo fragmentar o Estado afegão, o que é visto no país como uma política hostil."

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