Obama vai propor congelamento de gastos por 5 anos

No discurso sobre "O Estado da União", hoje à noite no Congresso dos EUA, o presidente Barack Obama vai propor que os gastos do governo não relacionados à segurança e à seguridade social sejam congelados por cinco anos, disse um funcionário da Casa Branca.

RENATO MARTINS, Agência Estado

25 de janeiro de 2011 | 17h08

Segundo esse funcionário, o congelamento de gastos não vai tocar alguns dos itens mais caros do Orçamento, tais como o sistema de assistência à saúde Medicare, os gastos militares, a seguridade social, a prevenção a ataques terroristas e a ajuda a outros países, mas Obama vai buscar "cortes e eficiências" em outras áreas. Por exemplo, o plano de desacelerar o crescimento dos gastos militares em cinco anos deverá representar uma economia de US$ 78 bilhões.

A proposta de Obama é na verdade uma prorrogação do plano que ele havia oferecido no discurso de 2010, que previa um congelamento dos gastos por três anos. A proposta sofreu oposição de parte do Partido Democrata (de Obama), mas acabou sendo implementado na prática porque o Congresso não aprovou leis de dotação orçamentária para o atual ano fiscal; com isso, o governo dos EUA vem operando com base em leis tapa-buraco temporárias.

A mais recente dessas leis vai vigorar apenas até março. A bancada do Partido Republicano (de oposição), majoritária na Câmara, pretende adotar cortes de gastos de até US$ 100 bilhões no atual ano fiscal, que vai até 30 de setembro.

Como Obama pretende elevar os gastos em áreas como educação e infraestrutura, para estimular a economia, o congelamento proposto deverá levar a cortes de despesas em outros programas.

Em sua proposta de Orçamento para 2011, o presidente propôs reduzir os gastos (exceto os militares) de US$ 447 bilhões no ano fiscal de 2010 para US$ 441 bilhões no atual ano fiscal. De acordo com a proposta de Obama, os gastos cresceriam para US$ 446 bilhões nos anos fiscais de 2012 e 2013 e para US$ 472 bilhões no ano fiscal de 2015. Mas a nova proposta, caso o Congresso concorde, reduziria US$ 26 bilhões nos gastos de 2014 e 2015. As informações são da Dow Jones.

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