Obama vence em Mississippi e aumenta vantagem sobre Hillary

O pré-candidato presidencialdemocrata Barack Obama venceu com facilidade a rival HillaryClinton em Mississippi na terça-feira, o que dá novo fôlego aosenador por Illinois na acirrada disputa pela indicação doPartido Democrata antes da próxima batalha na Pensilvânia em 22de abril. Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro dahistória dos Estados Unidos, conseguiu atrair o apoio dacomunidade negra e aumentou sua vantagem em número de delegadossobre Hillary antes da convenção democrata de agosto. Obamatambém venceu a disputa do último sábado em Wyoming. Hillary havia ressuscitado suas esperanças de chegar à CasaBranca ao vencer Obama nas primárias de Ohio e do Texas,prolongando a batalha entre os democratas para decidir quemenfrentará o republicano John McCain nas eleições preidenciais. "O que tentamos fazer é constantemente garantir que, emcada Estado, demonstremos a necessidade de mudança neste país,e obviamente o povo de Mississippi respondeu", disse Obama ementrevista à CNN. Hillary não faliu publicamente após o resultado, mas agerente de campanha da ex-primeira-dama, Maggie Williams,divulgou comunicado agradecendo aos simpatizantes da senadorapor Nova York em Mississippi. "Agora faremos campanha na Pensilvânia e em todo o país, aopasso que a campanha continua", disse ela. Ambos os candidatos já estavam na Pensilvânia naterça-feira, se preparando para a disputa pelos 158 delegadosdemocratas do Estado no dia 22 de abril. É o último grandeEstado restante em disputa. Enquanto os eleitores em Mississippi ainda votavam,comentários raciais sobre Obama feitos por uma importantesimpatizante de Hillary deflagraram um duro diálogo entre osdois lados. "Se Obama fosse branco, ele não estaria nessa posição",disse Geraldine Ferraro, candidata democrata a vice-presidenteem 1984 e única mulher a já ter disputado um dos doisprincipais postos da política norte-americana, a um jornal daCalifórnia. "E se ele fosse mulher, ele não estaria nessa posição.Acontece que ele tem muita sorte de ser quem é", acrescentou. Hillary disse discordar dos comentários e os classificoucomo "lamentáveis", mas a campanha de Obama acusou a senadorade ambiguidade por se recusar a repreender Ferraro e removê-lade sua posição de financiadora da campanha. Na semana passada, a assessora de Obama para a políticainternacional demitiu-se após dizer a um jornal britânico queHillary era "um monstro". "Não acho que os comentários de Geraldine Ferraro têm lugarem nossa política ou no Partido Democrata. Eles provocamdivisão", disse Obama a um jornal da Pensilvânia. "Eu esperaria que, da mesma forma que esses comentários nãotêm lugar em minha campanha, eles não tivessem na campanha dasenadora Clinton". (Reportagem adicional de Deborah Charles, Caren Bohan eJoanne Allen)

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