SIMON AND SCHUSTER/REPRODUÇÃO
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Obama vetou permanência das tropas dos EUA no Afeganistão, diz livro

'As guerras e Obama', de Bob Woodward revela esforços do presidente no conflito com o Taleban

Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 12h02

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, travou batalhas com seus subordinados para moldar sua estratégia para a guerra no Afeganistão, superando disputas internas e uma dura oposição por parte de alguns funcionários da Casa Branca e do Pentágono, afirmam reportagens publicadas nesta quarta-feira, 22, sobre um novo livro.

 

O presidente dos EUA rechaçou qualquer esforço para um envolvimento de longo prazo a fim de ajudar na construção da nação afegã, segundo o livro Obama's Wars (As guerras de Obama), escrito pelo repórter veterano Bob Woodward, que será lançado na segunda-feira.

 

Com acesso a funcionários do governo e ao próprio Obama, Woodward traça um painel de uma equipe de segurança nacional da Casa Branca consumida por dissidências, enquanto o presidente buscava uma forma de retirar os militares americanos do Afeganistão. "Tudo que nós estamos fazendo tem de ser focado em como iremos chegar ao ponto em que podemos reduzir nosso engajamento" no Afeganistão, disse Obama no livro, de acordo com o Washington Post, jornal onde Woodward trabalhou durante décadas.

 

"É no nosso interesse de segurança nacional. Não pode haver nenhum espaço para flexibilidade" nesse ponto, nota Obama, ainda segundo o Post. "Esse precisa ser um plano sobre como iremos deixar o controle e dar o fora do Afeganistão."

 

Obama decidiu em dezembro enviar mais 30 mil soldados para combater insurgentes afegãos. Além disso, marcou o mês de julho de 2010 como a data do início da retirada dos EUA do país. O presidente rejeitou um pedido do Pentágono por mais 40 mil soldados, disse Woodward, contando encontros entre o secretário da Defesa, Robert Gates, e a secretária de Estado -americana, Hillary Clinton, nos meses anteriores ao anúncio da estratégia, realizado em dezembro.

 

Obama disse a Gates e Hillary, em um encontro de outubro, que não pretendia ficar "10 anos" no Afeganistão, nem se comprometer com um projeto de construção da nação afegã. "Eu não vou gastar um trilhão de dólares", advertiu o presidente, segundo o Post. Com o reforço militar, o número de soldados dos EUA no Afeganistão passou dos 100 mil. As informações são da Dow Jones.

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