KEVIN MIDIGO/AFP
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Obama viaja ao Quênia, terra natal do pai, para reforçar parceria em segurança e ver família

País africano vê a chegada do presidente americano como a volta de um filho; a última visita do democrata ocorreu em 2006

O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2015 | 10h26

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia na sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa.

O Quênia é um importante aliado do Ocidente na batalha contra o grupo islâmico somali Al Shabaab, que massacrou 148 pessoas em abril em uma universidade queniana perto da fronteira com a Somália. É provável que o foco de Obama nas negociações em Nairóbi seja a cooperação no campo da segurança.

O presidente americano também vai passar um período com integrantes de sua família, mas não vai viajar para a aldeia que está mais associada com seus parentes quenianos, disseram funcionários da Casa Branca. "Do mesmo modo que as pessoas em geral têm curiosidade por sua origem, visitar o Quênia lhe dá uma oportunidade de fazer essa conexão pessoal", disse Valerie Jarrett, assessora e amiga da família de Obama, em entrevista.

Obama visitou o Quênia quando era senador dos EUA, em 2006. 

Ele manifestou uma certa decepção pelo fato de que desta vez terá menos liberdade para ver o país, mas disse que estava ansioso pela viagem. "Minha esperança é que nós possamos transmitir a mensagem de que os EUA são um parceiro forte, e não apenas para o Quênia, mas para a África subsaariana em geral", disse.

Em Nairóbi, o presidente americano vai participar da Cúpula Global de Empreendedorismo, prestar homenagem às vítimas e sobreviventes do atentado à embaixada dos EUA em 1998 e jantar com o presidente Uhuru Kenyatta, que foi alvo de processo no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, o que colaborou para que Obama não fosse antes ao Quênia. As acusações foram retiradas em março.

Os críticos do líder democrata têm afirmado que seu histórico em relação à África é desfavorável em comparação ao de seu antecessor, George W. Bush, cujo programa emergencial de ajuda para o enfrentamento da Aids o tornou um herói no continente. Conselheiros de Obama destacam, por outro lado, suas iniciativas em energia elétrica, agricultura e comércio como parte de seu legado na África. /REUTERS

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