Obama visita cela onde Mandela ficou preso

Em discurso para estudantes em universidade sul-africana, presidente americano convida jovens a honrarem legado do líder antiapartheid

JOHANNESBURGO, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2013 | 02h07

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou ontem na África do Sul a cela onde o ícone da luta antiapartheid, Nelson Mandela, passou 18 dos 27 anos em que esteve preso. Mais tarde, em discurso na Universidade da Cidade do Cabo, convidou os jovens do continente a honrarem a visão de oportunidade e igualdade do líder sul-africano. Aos 94 anos, Mandela segue internado em estado crítico em um hospital militar de Pretória.

Obama falou para cerca de mil convidados na Universidade da Cidade do Cabo. "Nelson Mandela nos mostrou que a coragem de um homem pode mover o mundo", disse o presidente.

"O mundo é grato aos heróis da Ilha Robben, que nos lembram de que nenhuma algema ou cela pode se igualar à força do espírito humano", escreveu Obama no livro de visitas da prisão. Sobre a visita das duas filhas à cela onde ficou o líder sul-africano, declarou: "Vendo-as entre os muros que um dia cercaram Mandela, eu soube que era uma experiência que jamais esqueceriam. Elas agora apreciariam um pouco mais o que Madiba e outros homens fizeram pela liberdade", disse Obama, referindo-se a Mandela pelo nome de seu clã.

Há quase 50 anos, o ex-senador Robert Kennedy, um dos líderes do movimento por direitos civis dos negros americanos, fez um discurso histórico na mesma universidade. Mandela tinha acabado de ser condenado à prisão e Kennedy convocou os jovens a lutar contra a injustiça, criando "ondas de esperança" que formariam "uma corrente capaz de varrer os mais poderosos muros da opressão e da resistência".

Obama concluiu seu discurso dizendo que os africanos devem assumir a responsabilidade de terminar o trabalho iniciado por Mandela.

Investimentos. Durante a visita, Obama anunciou investimentos de US$ 7 bilhões para dobrar o acesso à eletricidade em países como Etiópia, Gana, Quênia, Libéria, Nigéria e Tanzânia. Para universalizar o acesso à energia elétrica na África subsaariana, no entanto, seriam precisos US$ 300 bilhões. / AP

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