Obama visita região destruída por tornado

Em Oklahoma, presidente americano promete ajuda federal e se emociona ao encontrar diretora de escola onde morreram 7 crianças

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2013 | 02h04

O presidente dos EUA, Barack Obama, viajou ontem para os Oklahoma para avaliar a devastação causada pela passagem de um tornado, na semana passada, que deixou 24 mortos. A governadora do Estado, a republicana Mary Fallin, solicitou ajuda federal para os milhares de atingidos pelo desastre.

Obama se reuniu com sobreviventes e membros das equipes de resgate e visitou a área mais afetada pelo tornado. "Uma imagem vale mais do que mil palavras", disse o presidente ao concluir uma visita a uma parte de Oklahoma City onde 1,2 mil casas haviam sido completamente destruídas. "Quero que todos os que foram afetados pelo tornado saibam que estaremos com vocês a cada passo dessa caminhada."

Acompanhado por Craig Fugate, diretor da Agência Federal para o Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), Obama visitou também a escola fundamental Plaza Towers, que desabou com a passagem do tornado e onde morreram sete crianças. Muito emocionado, o presidente chorou ao abraçar Amy Simpson, diretora do colégio.

Segundo estimativas da Fema, 4,2 mil pessoas entraram com pedidos de ajuda federal após o desastre. O governo estuda o envio de cerca de US$ 54 milhões para Oklahoma. Os ventos de até 320 km/h deixaram um rastro de 27 quilômetros de destruição na região sul de Oklahoma City, destruindo edifícios, escolas e um hospital em apenas 50 minutos.

De acordo com autoridades locais, o tornado causou um prejuízo de cerca de US$ 2 bilhões e afetou a vida de 36 mil pessoas. Em declarações à rede CNN, a governadora Mary Fallin disse que a ajuda federal será fundamental para a recuperação da região.

"O que precisamos é de capacidade para conseguir passar pela burocracia, capacidade de obter fundos da Fema e capacidade para obter os serviços que os cidadãos necessitam para se recuperar desse terrível desastre", disse a governadora diante de uma montanha de metal retorcido, tijolo e madeira.

"A quantidade de detritos, como vocês podem ver atrás de mim, é enorme. Não se trata de apenas um par de casas com telhados arrancados. Esse é um grande campo de destroços. São 17 milhas (27 quilômetros) de comprimento e quase meia milha (2,4 quilômetros) de largura", explicou Fallin.

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