Charles Dharapak/AP
Charles Dharapak/AP

Obama visita vítimas de tornados no Alabama

Presidente americano promete ajuda aos sobreviventes e diz nunca ter visto destruição igual; tempestades deixaram mais de 300 mortos

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, visitou ontem o Alabama, Estado mais afetado pela pior sequência de tornados dos últimos 36 anos. Entre os escombros do bairro pobre de Alberta, em Tuscaloosa, ele disse nunca ter visto devastação como aquela. Ao lado da primeira-dama, Michelle, o presidente prometeu toda a ajuda possível para a reconstrução de casas e de empresas. Desde o dia 27, mais de 100 tempestades passaram pela região.

"É de cortar o coração. Nós estávamos conversando com alguns residentes daqui que tiveram sorte de escapar vivos, mas perderam tudo. Eles mencionaram que seus vizinhos perderam dois de seus netos", afirmou Obama. "Nós prometemos que vocês não serão esquecidos, que faremos o possível para reconstruir."

Ao lado do presidente americano, o governador do Alabama, Robert Bentley, confirmou o total de 210 mortos e de 1,7 mil feridos apenas em seu Estado. Em toda a região atingida, que inclui também os Estados de Mississippi, Tennessee, Geórgia, Virgínia e Kentucky, os mortos somavam 313 até o início da noite de ontem.

Para Obama, a devastação foi consequência de alguns minutos de uma tempestade extraordinariamente forte. Na quinta-feira, a Casa Branca anunciou que o presidente havia declarado zona de desastre no Estado, medida que liberou ajuda federal.

O Centro de Previsão de Tempestades do Serviço Nacional de Meteorologia informou ter detectado 104 tornados no Alabama e no Mississippi na quarta-feira. Ao longo de abril, 297 tempestades do tipo passaram pelos mesmos Estados - um recorde nos últimos 36 anos.

O Alabama é o oitavo Estado mais pobre dos EUA e tem uma dívida pública equivalente a 20,5% do seu PIB. A taxa de desemprego, de 9,2% em março, superou a média nacional de 8,8%.

Sem luz. Com a passagem dos tornados, outras carências surgiram. Ontem, ainda não havia o registro do número de desabrigados - estimado em dezenas de milhares. Além disso, a ajuda de voluntários e de organizações humanitárias se mostrava desorganizada.

Havia também muita dificuldade em fazer chegar ao Estado comida e gasolina. Até ontem, cerca de 1 milhão de pessoas permaneciam sem eletricidade no Alabama, no Mississippi e no Tennessee.

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