Obama visitará Afeganistão e Iraque antes da eleição

O candidato democrata àPresidência dos EUA, Barack Obama, disse na segunda-feira quepretende visitar o Iraque e o Afeganistão antes das eleições denovembro e que está animado com a recente queda na violênciadentro do território iraquiano. Obama, que receberá o apoio formal do ex-presidente Al Goreem um evento de campanha marcado para segunda-feira à noite,falou ao telefone com o ministro iraquiano das RelaçõesExteriores, Hoshiyar Zebari, e repetiu seu apoio à retirada dasforças norte-americanas do Iraque. "Eu disse a ele que aguardava ansiosamente para encontrá-loem Bagdá", afirmou o candidato a repórteres em Flint, Michigan,um Estado importante para as eleições de novembro, na qualenfrentará o candidato republicano, John McCain. "Eu disse a ele como estou animado com a queda no número deepisódios violentos no Iraque, mas também insisti que éimportante para nós começarmos o processo de retirada dasforças norte-americanas, deixando claro que não temos interesseem manter bases permanentes no Iraque", acrescentou. Assessores de Obama não quiseram divulgar detalhes sobre avisita. McCain, um defensor inveterado da guerra e frequentevisitante do Iraque, criticou o adversário várias vezes por elenão ter ido ao Iraque desde 2006. Obama conversou com Zebari um dia depois de uma autoridadeiraquiana ter se reunido com McCain em Washington. Orepublicano vem dando destaque aos temas da segurança nacionale da política internacional em sua campanha, afirmando que ocandidato democrata é inexperiente demais para comandar os EUA. Na segunda-feira, McCain questionou as opiniões de Obama arespeito do Iraque. "Ele errou ao dizer que o aumento no númerode soldados não funcionaria, errou ao dizer que estávamosfracassando no Iraque como resultado disso e está errado hoje",afirmou o republicano. 'SEM PRECIPITAÇÃO' O democrata, senador em primeiro mandato pelo Estado deIllinois, afirmou ter dito a Zebari que, se vencer a disputa, aCasa Branca "em um governo Obama fará todo o necessário paragarantir que continuemos com o progresso feito pelo Iraque, quenão agiremos com precipitação". Mas afirmou ser importante dar início à retirada dossoldados a fim de enviar um sinal de que a ocupaçãonorte-americana do Iraque não é algo permanente. "Eu sempre disse que consultarei os comandantes das ForçasArmadas e que sempre estaremos abertos à possibilidade derealizar ajustes táticos", afirmou Obama. "O importante é enviar um sinal claro ao povo iraquiano --eespecialmente à liderança iraquiana-- de que a ocupaçãonorte-americana terá um ponto final." Segundo McCain, o foco do debate em torno do Iraque durantea batalha presidencial deveria tratar de decidir se os EUApermitiriam que o aumento do contingente militarnorte-americano no Iraque cumprisse seu papel. "As consequências do projeto do senador Obama de fixar umprazo e datas para a retirada sem considerar o cenárioinstalado levará, na minha opinião, a uma situação caótica e aum genocídio", afirmou McCain. Segundo Obama, os bilhões de dólares gastos no Iraquepoderiam ser investidos de forma mais adequada dentro dos EUA. (Reportagem adicional de Andy Sullivan)

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