Obama vota antecipadamente em Chicago e celebra apoio de republicano

Após receber o apoio do ex-secretário de Estado Colin Powell, do opositor Partido Republicano, Barack Obama voltou da Flórida, onde fazia campanha, para Chicago e tornou-se ontem o primeiro presidente a votar antecipadamente nas eleições americanas.

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2012 | 03h03

Em e-mail enviado a eleitores na tarde de ontem, Obama afirmou que estava voando "para Chicago para votar mais cedo". "Levarei um vizinho comigo. Todos deveriam fazer o mesmo. Serão dois votos a mais para mover esse país para a frente. Sei que posso contar com o seu voto", dizia a mensagem.

Nos EUA, 32 Estados permitem o voto antecipado. O dia da eleição, 6 de novembro, uma terça-feira, não é feriado.

A primeira-dama Michelle Obama já enviou seu voto pelo correio. Romney e sua mulher, Ann, ainda não votaram. Segundo levantamentos, o voto antecipado até agora tem favorecido os democratas, assim como em 2008.

Antes de votar em Chicago, o presidente recebeu o importante apoio de Powell. Em entrevista a uma rede de TV americana, ele afirmou que votou "em Obama em 2008". "E manterei esse voto em 2012." O ex-secretário de Estado, que se descreveu como um "republicano moderado em extinção", elogiou o presidente em política externa e lamentou posições "neoconservadoras" de Romney.

Obama celebrou o apoio, dizendo ter ficado "honrado" com as palavras de Powell. Já o senador John McCain, que disputou as eleições em 2008, criticou a atitude do ex-secretário de Estado. "Ele manchou seu legado", disse.

O Washington Post, em editorial, apesar de citar "algumas decepções em relação a Obama no primeiro mandato", afirmou que o "presidente está mais bem posicionado do que Romney" para seguir no comando dos EUA. Já o conservador New York Post, de Rupert Murdoch, anunciou na capa que apoiará o republicano nessas eleições. Em Michigan, o também conservador Detroit News agradeceu Obama por ter salvo a indústria automobilística, mas disse preferir o ex-governador de Massachusetts.

Nas pesquisas, a disputa permanece apertada, com os dois candidatos tecnicamente empatados, embora Obama leve vantagem no Colégio Eleitoral, onde a eleição americana é definida. Nos EUA, o vencedor em um Estado leva todos os delegados desta unidade da federação no Colégio Eleitoral - com exceção de Nebraska e Maine - de 538 votos e o presidente possui um caminho mais livre para atingir esse objetivo.

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