Obamacare começa com 2 milhões de segurados

Aprovada no primeiro mandato do presidente, reforma no sistema de saúde entrou em vigor na quarta no país

, The New York Times - O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2014 | 02h04

Cerca de 2 milhões de americanos inscreveram-se nos planos privados de saúde oferecidos pela Lei de Assistência Acessível, conhecida como "Obamacare", para garantir os benefícios a partir de ontem. Hospitais e agentes de saúde esperavam dificuldades administrativas com lei idealizada pelo presidente Barack Obama - cuja aplicação definirá, segundo analistas, o sucesso de seu segundo mandato no plano interno.

As inscrições começaram em outubro e continuam até março, mas americanos na maioria dos Estados tiveram de se inscrever até a semana passada para garantir cobertura no ano-novo. No lançamento do plano, em outubro, houve problemas com o site do programa.

WASHINGTON - Embora autoridades do governo digam que conseguiram melhorar o processo, operadoras de planos de saúde estão preocupadas com problemas ou atrasos na verificação da cobertura para os pacientes. A administração Obama admitiu que houve erros na transmissão dos dados de inscrição para as seguradoras, especialmente no período inicial de adesão.

"Será difícil para nós verificar realmente a cobertura, esta é minha preocupação", disse o Dr. William Wulf, presidente da operadora Central Ohio Primary Care, que conta com 250 médicos.

A tarefa pode ser dificultada pela decisão do governo americano e de muitos Estados de adiar o prazo de adesão e de permitir que alguns pacientes paguem as mensalidades ao longo de janeiro retroativas ao início do mês.

Os prazos apertados podem significar que muitos pacientes que busquem auxílio num primeiro momento não tenham carteiras de identificação ou outras provas de cobertura.

O Obamacare foi motivo, no ano passado, de um bloqueio da facção mais radical do Partido Republicano - o Tea Party - na Câmara dos Deputados, o que levou à paralisia do governo federal americano. Para permitir o funcionamento do governo, o bloco exigia que a lei não entrasse em vigor, mas desistiu.

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