Obama:desemprego nos EUA será preocupante até 2010

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não quis tocar no assunto macroeconomia em sua jornada televisiva para defender a reforma do sistema de saúde, mas disse que o desemprego continuará preocupante até o ano que vem.

AE-AP/DOW JONES, Agencia Estado

20 de setembro de 2009 | 13h53

Obama disse que prefere deixar os pronunciamentos sobre o assunto a cargo do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, mas considerou haver sinais nos mercados financeiros e no setor de manufatura de que a economia está voltando a crescer. Cauteloso, ele ponderou que o desemprego deverá continuar preocupante em 2010. "Provavelmente não veremos criação de empregos até o próximo ano", disse à CNN.

Obama e suas contrapartes do Grupo dos 20 se reúnem nos dias 24 e 25 em Pittsburgh para coordenar esforços no sentido de ressuscitar a economia mundial. No encontro, a Casa Branca pedirá que os líderes das economias desenvolvidas e emergentes deem fim aos desequilíbrios que contribuíram para a crise financeira. "Não podemos voltar atrás, para a época quando chineses ou alemães, ou outros países vendiam de tudo para nós, que apenas sacávamos nossos cartões de crédito, mas não vendíamos nada para eles", disse à CNN.

Falando sobre o Afeganistão, Obama disse não ter recebido, ainda, pedido para aumentar as tropas no país, mas que está estudando com cuidado a estratégia dos EUA para a região. "Eu não tenho um prazo para a retirada das tropas. Mas não sou daqueles que acreditam em ocupações por tempo indeterminado", disse à NBC. Ele também defendeu a decisão de desistir da construção de escudos antimísseis na Polônia e na República Tcheca, medida saudada pela Rússia e fortemente criticada pelos republicanos. "Tomamos uma decisão baseados no que é melhor para proteger o povo americano. Se como consequência disso os russos se sentem um pouco menos paranoicos e ficaram mais dispostos a trabalhar conosco para combater ameaças, como os mísseis balísticos e o desenvolvimento de armas nucleares do Irã, então houve um ganho", disse à CBS.

Na CNN, Obama contou alguns detalhes da recente missão do ex-presidente Bill Clinton à Coreia do Norte, dizendo que Kim Jong-il está "muito saudável e no comando". "Não vou falar mais do que isso, mas não há dúvidas que se trata de alguém que, você sabe, acho que por algum tempo as pessoas o viram como alguém que estava se esvaindo. Mas ele reafirmou a si mesmo."

O presidente dos Estados Unidos concedeu entrevistas a talk shows de cinco redes de televisão do país para defender sua proposta de reforma do sistema de saúde norte-americano e ganhar apoio público. Sua atual prioridade, a reforma do sistema está nas mãos de um Senado profundamente dividido. As entrevistas foram gravadas na sexta-feira na Casa Branca e veiculadas hoje.

Ele falou aos programas "This Week", com George Stephanopoulos, da rede ABC; "Meet the Press," da NBC; "Face the Nation," da CBS; "State of the Union", da CNN e "Al Punto", do canal em língua espanhola Univisión. A Fox News Channel, que Obama acusou no início deste ano de estar "inteiramente devotada a atacar minha administração", ficou fora da lista de entrevistadores. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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